Brasileira tenta retirar a filha das ruas em Illinois

Foto13 Maria Aparecida Lemos dos Reis e Ana Paula Guimaraes Brasileira tenta retirar a filha das ruas em Illinois
Maria Aparecida Lemos dos Reis mostra ao jornal Folha da Região, de Araçatuba (SP), a imagem da filha, Ana Paula Guimarães

Maria Aparecida Lemos dos Reis busca o paradeiro de Ana Paula Guimarães, de 37 anos

Há vários meses, a cozinheira Maria Aparecida Lemos dos Reis, de 58 anos, natural de Araçatuba (SP), vem buscando o paradeiro da Filha, Ana Paula Guimarães, de 37 anos, que se tornou moradora de rua em Chicago (Ill.). Ela relatou ao jornal Folha da Região que a filha adoeceu no início de 2018 e que as despesas com o tratamento médico fizeram com que ela atrasasse o aluguel e fosse despejada.

A nota assinada pela secretária municipal de Assistência Social, Maria Cristina Domingues, informa que a cozinheira procurou a secretaria em 11 de julho e relatou toda a trajetória da filha, que foi para os Estados Unidos para trabalhar na Ford.

Segundo o que informou à Prefeitura, a filha dela viveu 12 anos em Washington, mas ao ficar desempregada, foi para Chicago. Como residia com o patrão dela, que a perseguia, decidiu largar o emprego e deixou a casa dele.

Por ter perdido os documentos pessoais, não conseguiu novo trabalho, e por estar com o visto de permanência nos Estados Unidos vencido, não conseguia retirar documentos novos. Para pedir esses documentos, ela teve que recorrer à Embaixada do Brasil, em Washington, que, posteriormente, os enviaria ao Serviço de Imigração.

Maria Aparecida relatou ainda, que Ana Paula foi internada por pneumonia e por ter desenvolvido trombose, não tem como viajar de volta ao Brasil, por ser proibido embarcar nessas condições. O hospital em que ela teria sido atendida seria o Swedish Covenant Hospital of Chicago e que a mãe precisa mandar dinheiro para custear o tratamento, por isso, teria feito empréstimos. Sem ter onde morar, Ana Paula estaria na rua, nas imediações desse hospital, segundo o que relatou a mãe dela à Prefeitura.

A mãe informa que já procurou a Embaixada dos Estados Unidos do Brasil, o Consulado, o serviço de imigração, mas não conseguiu nenhum tipo de ajuda.

Ela disse que também recorreu a políticos de Araçatuba na tentativa de intervirem de alguma forma. Segundo Maria Aparecida, dois deles a atenderam e se comprometeram a ajudar. Um deles até propôs a realização de uma feijoada para levantar recursos, mas a proposta ficou só na conversa.

O terceiro nem a atendeu, mas ela foi ouvida por uma advogada dele, que pediu que procurasse representantes dos Direitos Humanos. Em contato com o serviço, a cozinheira disse que foi informada que por a filha dela ter mais de 18 anos e menos de 60, não tem direito ao atendimento oferecido. “As pessoas vão para os Estados Unidos com uma ilusão, mas lá, enquanto se tem dinheiro, a pessoa é gente. Se não tem dinheiro, não é mais gente não”, desabafou ela ao Folha da Região.

 

 

 

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