Brasileiro pode pegar 20 anos de prisão por transtorno em voo

Foto9 Guilherme Alves de Melo  Brasileiro pode pegar 20 anos de prisão por transtorno em vooGuilherme Alves de Melo ficou agitado no voo entre o Canadá e Chicago (Ill.)

Um brasileiro foi acusado em um tribunal federal de intimidar a tripulação de um avião, fazendo com que o voo fosse redirecionado para o aeroporto de Iowa, ao invés de completar a rota do Canadá para Chicago (Ill.). A acusação é o resultado de uma investigação realizada pelo Departamento de Imigração (ICE) e do Setor de Investigações (HSI) do Departamento de Segurança Nacional (DHS).

O passageiro Guilherme Alves de Melo, de 33 anos, é acusado de intimidar um membro da tripulação e interferir na capacidade dele de desempenhar as suas funções, em violação da lei federal. A acusação está contida numa ação judicial federal registrada em 26 de junho de 2018, no Tribunal Distrital de Cedar Rapids.

A denúncia alega que, em 23 de junho, Alves era passageiro em um voo internacional com origem em Calgary, no Canadá, e com destino a Chicago, Illinois. Durante o voo, o brasileiro ficou agitado e, então, foi informado por um membro da tripulação que ele precisava se acalmar. Alves novamente demonstrou agitação e assustou os outros passageiros. Menos de um minuto depois, ele teria tido um “surto”, levando alguns passageiros a prendê-lo com os zíperes fornecidos pela tripulação de voo. Como resultado do incidente, o voo foi desviado para o Aeroporto de Iowa, em Cedar Rapids, quando se preparava para a descida final em Chicago.

Depois que a aeronave pousou, a polícia de Cedar Rapids removeu Alves do avião. No entanto, Alves ficou agitado e disse xingamentos em direção aos outros passageiros e funcionários no aeroporto. O brasileiro foi acusado pela polícia local de conduta desordeira por essas ações. Em 24 de junho, ele assumiu a culpa por conduta desordeira e pagou a  multa de US$ 100 no Tribunal Distrital do Condado de Linn.

Se for condenado pela acusação federal, Alves poderá ser sentenciado à pena máxima de 20 anos de prisão, com multa de US$ 250 mil e cinco anos de liberdade condicional, após ser liberado.

 

 

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