Brasileiro preso pelo ICE: “Caímos numa armadilha”

Foto19 Fabiano e Karah Oliveira  Brasileiro preso pelo ICE: “Caímos numa armadilha”
O casal Fabiano e Karah de Oliveira, em Massachusetts (Foto: Facebook)

O mineiro Fabiano de Oliveira foi preso por agentes quando comparecia a uma entrevista no escritório do USCIS, em MA

O imigrante Fabiano de Oliveira, de 33 anos, natural de Resplendor (MG), morador em Beverly (MA), acredita que caiu numa armadilha armada por agentes do Departamento de Imigração (ICE). Ele é casado com uma cidadã americana e o casal tinha uma entrevista agendada no escritório do Departamento de Cidadania & Serviços Migratórios (USCIS), em 9 de janeiro, para provar a legitimidade da união e iniciar o processo de regularização do status migratório dele. Fabiano foi preso assim que chegou ao local.

“Eu estava tão entusiasmado para ir lá. Nós mal podíamos respirar na noite anterior. Nós estávamos tão entusiasmados para resolver isso. Quando nós chegamos lá, eles nos armaram uma armadilha. Eu senti que fui lá para ser preso”, relatou Oliveira ao jornal Boston Herald.

Ele falou através do telefone no Plymouth County Correctional Facility, onde está preso desde que os agentes executaram uma ordem de deportação, Ele trabalha na pintura de casas e é casado com Karah de Oliveira, de 27 anos, desde 2016. O casal tem um filho de 5 anos der idade.

“Eu tenho fé em Deus. Eu estarei brevemente com a minha família”, disse ele, que imigrou para os EUA em 2005. “Eles não nos deram um segundo de felicidade. Eles simplesmente me prenderam logo ali”.

“Isso é coisa minha, mas não se trata simplesmente de mim. Há o meu filho. Há a minha esposa envolvida nisso. Eles são cidadãos americanos. Eles não devem sofrer com isso”, acrescentou.

Todd Lyons, diretor do setor de deportações do ICE, informou que o órgão coopera com o USCIS em alguns casos. “Todos aqueles que violaram as leis migratórias estão sujeitos à detenção”, disse ele. “O ICE pode atuar com o USCIS em certos casos, que podem incluir a execução de ordens finais de deportação, como é determinado caso a caso”.

Oliveira possui um histórico quase impecável, a não ser uma citação por dirigir sem carteira de motorista, detalhou o advogado de defesa, Jeffrey B. Rubin.

Um dos aspectos difíceis da detenção para Oliveira é saber que a esposa está trabalhando em dois lugares e cuidando do filho sem a presença dele. A voz embarga quando fala da impossibilidade de colocar o filho para dormir todas as noites. “Eu sequer posso falar com ele por telefone. Eu me sinto tão triste. Eu choro todas as noites pensando filho”, comentou.

Rubin pode negociar com a Promotoria Pública em Boston a liberação do brasileiro. O caso está agora sendo avaliado pelo Juiz Mark L. Wolf, que concedeu aos dois lados até quinta-feira para apresentarem provas. Wolf poderá decidir se agendará uma audiência depois disso. Um porta-voz do Promotor Público Andrew E. Lelling evitou comentar o caso.

Karah disse ao Herald esperar que a família se reúna brevemente com Fabiano. “Por razões egoístas, eu quero que ele seja liberado o mais breve possível. Entretanto, se um juiz federal decidir a favor e para que o ICE haja dessa forma, isso seria ainda melhor”, concluiu.

 

 

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