Brasileiros são presos na Itália em esquema de passaportes europeus

Foto6 Passaporte italiano Brasileiros são presos na Itália em esquema de passaportes europeus
A operação também investiga 800 brasileiros, suspeitos de obterem a cidadania italiana de forma fraudulenta e, portanto, correm o risco de tê-la revogada

A operação “Super Santos” durou 1 ano e revelou fraude em milhares de processos de solicitação da cidadania italiana

Na terça-feira (26), a polícia italiana prendeu 7 brasileiros durante a operação “Super Santos”. Durante mais de 1 ano, as autoridades locais investigaram casos de fraude na solicitação da cidadania italiana concedida a brasileiros. Além disso, a operação também investiga 800 brasileiros, suspeitos de obterem a cidadania italiana de forma fraudulenta e, portanto, correm o risco de tê-la revogada.

“Somente em três dias, eles transformavam aproximadamente 1 mil brasileiros em cidadãos italianos e cobravam 7 mil Euros (US$ 7,864) em dinheiro vivo. As agências de serviços, administradas ilegalmente pelos brasileiros detidos, haviam se transformado em verdadeiras agências de turismo”, detalhou a polícia italiana através de um comunicado.

O Ministro do Interior Matteo Salvini disse que “é necessário respeito e fiscalização. Consentiram com a obtenção de mil cidadanias italianas falsas, numa fraude de mais de 5 milhões de Euros”.

O esquema contava também com a ajuda de um líder religioso. A polícia prendeu um padre da Diocese de Pádua por ter vendido uma certidão de batismo falsa que confirmava a descendência italiana de um indivíduo beneficiado pela fraude.

Estabelecer residência na Itália é um dos requisitos básicos para todos os estrangeiros que possuem descendência italiana (Juris Sanguinis = Lei do sangue), ou seja, descendência direta e que pedem o reconhecimento em solo italiano. Entretanto, tal lei não determina com exatidão o tempo mínimo necessário para que o estrangeiro seja considerado morador de fato. No Brasil, os processos através dos consulados podem ultrapassar facilmente 2 anos de espera. O curitibano “Márcio” detalhou que o consulado no sul do país informou-lhe que o processo dele demoraria 10 anos. Em virtude disso, inúmeros brasileiros preferem apresentar suas petições na Itália; assim acelerando os trâmites.

O esquema foi descoberto através de escutas telefônicas, também no idioma português, vigilância em aeroportos, rodoviárias e buscas nos imóveis que abrigavam os brasileiros. Os investigadores teriam descoberto milhares de petições de cidadania falsas.

 

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