Deportado casal que vivia há 28 anos em NJ

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Deportado casal que vivia há 28 anos em NJ

Oscar e Humberta Campos lutavam contra a deportação

Na manhã de sexta-feira (8), o casal Oscar e Humberta Campos, moradores em Bridgeton, foram embarcados num voo no Aeroporto Internacional de Newark rumo ao México. Eles viviam há 28 anos nos EUA e foram deportados por agentes do Departamento de Imigração (ICE). Amigos antigos, legisladores, incluindo o Senador Cory Booker (D-NJ), e até mesmo o Bispo da Diocese de Camden, tentavam impedir a remoção de ambos. Entretanto, apesar do esforço conjunto, as Autoridades Federais de Imigração negaram na quinta-feira (7) negaram o pedido para a emissão de vistos de trabalho para que eles permanecessem nos EUA.

“O escritório do Senador Booker trabalhou durante vários meses com a família Campos e as autoridades federais nesse caso. Nós estamos extremamente desapontados quer o ICE tenha negado o pedido para a suspensão da remoção e tristes por ver outra família desnecessariamente despedaçada”, disse Thomas Pietrykoski, porta-voz de Booker.

“As políticas migratórias propostas pela administração Trump contrastam com alguns dos valores republicanos mais fundamentais e insensivelmente foca nos moradores de New Jersey que contribuem tanto para tornar o estado e a nação fortes”, acrescentou Pietrykosky. “O caso do Sr. e Sra. Campos reforça a necessidade urgente de nos unirmos e buscarmos soluções justas para o nosso sistema migratório ultrapassado que sejam consistentes com o cerne dos nossos princípios americanos”.

Oscar e Humberta deixaram para trás 3 filhos, todos nascidos nos EUA, sendo 2 deles com mais de 20 anos e 1 adolescente. Campos fugiu da região de Tamaulipas em 1989, atravessando a fronteira com o Texas, segundo a Diocese. “A cidade de onde eu venho é tão perigosa que você sequer pode ser dono de uma casa, um negócio ou um carro novo sem ser extorquido pelo cartel de drogas. Eles controlam tudo. Viver nos Estados Unidos era a minha única esperança”, relatou ele.

Em 2001, o casal comprou uma casa em Bridgeton e ele operava uma companhia de jardinagem. Eles trabalhavam legalmente e pagavam impostos, além de realizar visitas de rotina junto às autoridades migratórias, até que Oscar foi preso em dezembro de 2013 pelas autoridades migratórias.

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