Ex-prefeito de Newark quer concorrer para presidente dos EUA

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“Eu avaliarei concorrer para presidente”, disse Cory Booker aos jornalistas

Cory Booker (D-NJ) não descartou a possibilidade de competir nas eleições presidenciais em 2020

O Senador Cory Booker (D-NJ) acabou de visitar 24 estados em apoio aos candidatos democratas durante as eleições intermediárias no início de novembro. Ele contribuiu com US$ 686 mil aos candidatos à Câmara dos Deputados e Senado de toda a nação. No caminho, o democrata dinâmico e carismático parou em todos os estados das primárias presidenciais, além de outros que aparentam ser o palco de grandes batalhas políticas. Tal roteiro gerou especulações que ele esteja planejando concorrer à presidência do país em 2020.

“Eu avaliarei concorrer para presidente”, disse Booker à imprensa local. “Isso é algo que eu farei. Há pessoas em New Jersey que já estão falando comigo sobre isso, por todo o país que estão falando sobre isso comigo, então, levarei isso em consideração”.

Cory disse que passou o ano focalizado nas eleições intermediárias, as quais os democratas conquistaram novamente a Câmara dos Deputados, incluindo 4 distritos eleitorais no Congresso em New Jersey de domínio republicano. O próximo desafio na agenda dele é tentar a aprovação de um projeto de lei na sessão do Congresso, incluindo a proposta de reforma do sistema criminal que tem o apoio do Presidente Donald Trump. Então, ele pensará em 2020, mas já angariou US$ 4.1 milhões para a campanha de reeleição dele ao Senado. Ele calcula que isso acontecerá durante os feriados de final de ano em dezembro.

Uma lei estadual aprovada recentemente deixou claro que Booker poderá concorrer simultaneamente à presidência e Senado. Durante esse tempo, um governador democrata indicaria um sucessor, caso ele conquiste a Casa Branca.

“Eu sei que ele está interessado”, disse o Deputado Federal Bill Pascrell Jr. (D-9º Dist.). “Ele tem uma imagem imensa. Eu gosto da personalidade dele. Ele possui caráter. É excelente que alguém do nosso próprio estado pense nisso. Eu penso que ele será ouvido”.

Nesse outono, ele foi ouvido. Booker compareceu a um comício com Jacky Rosen em Nevada e Kyrsten Sinema no Arizona, que conquistaram vagas no Senado de republicanos e o Senador Sherrod Brown de Ohio e Tammy Baldwin de Wisconsin, ambos reeleitos em estados que apoiaram Donald Trump em 2016. Ele atraiu multidões de pé em New Hampshire, o primeiro estado das primárias presidenciais, e, após ouvi-lo, centenas de pessoas assinaram para trabalhar na campanha democrata. Ele retornou à estrada poucos dias antes do feriado de Ação de Graças, seguindo para Mississippi em apoio ao candidato democrata ao Senado Mike Espy, que disputou o cargo contra a Senadora Cindy Hyde Smith.

Espy não era o preferido, assim como Doug Jones do Alabama, que também teve o apoio de Booker. Jones venceu Roy Moore em dezembro e se tornou o primeiro senador democrata no Alabama em mais de 2 décadas.

“Ele está seguindo a cartilha de Obama de 2006”, disse Phil Singer, veterano das campanhas presidenciais de John Kerry e Hillary Clinton. “Ele foi capaz de transformar esses encontros em relacionamentos. Ele conseguiu fundar um ‘banco de favores”.

Os democratas em New Hampshire ficaram felizes por tê-lo no estado, onde Cory discursou em frente à uma multidão e encorajou os eleitores a elegerem um governador democrata e, posteriormente, visitou uma sede de campanha para elogiar um candidato ao Congresso.

“Isso atrai voluntários”, disse Ray Buckley, chefe do Partido Democrata em New Hampshire. “Isso atrai votos. Esse é o nome do jogo”.

De volta a New Jersey, Booker ajudou o Senador Robert Menendez a se reeleger numa competição acirrada, viajando com ele pelo Estado Jardim.

 

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