Fuzileiro é preso por contrabando após mulheres serem encontradas em mala de carro

Foto13 Camp Pendleton Fuzileiro é preso por contrabando após mulheres serem encontradas em mala de carro
A prisão de segunda-feira (2) ocorreu pouco depois de que vários outros fuzileiros navais também lotados em Camp Pendleton (detalhe) são acusados de tráfico de seres humanos

O jovem de 20 anos, cujo nome não foi divulgado, treinava no Batalhão da 1ª Divisão da Marinha em Camp Pendleton, Califórnia

Na segunda-feira (2), um fuzileiro naval lotado no sul da Califórnia foi preso por suspeita de tentar contrabandear 2 mulheres chinesas no porta-malas de um carro através da fronteira dos EUA com o México. O militar não identificado foi preso no porto de entrada de San Ysidro, perto de San Diego (CA), por volta das 1:30 da tarde, disse o porta-voz da Marinha, o Tenente Cameron Edinburgh, em comunicado.

O jovem de 20 anos treinava no Batalhão da 1ª Divisão da Marinha em Camp Pendleton, Califórnia.

Agentes da Alfândega encontraram as duas mulheres no porta-malas de um Ford Mustang 2007 quando o carro do fuzileiro naval sofreu revista adicional. Os agentes do Departamento de Imigração (ICE) e da Patrulha da Fronteira (CBP) estão investigando o caso.

“O fuzileiro naval está atualmente sob a custódia civil”, disse Edinburgh. “A autoridade militar na qual ele está lotado ainda não tomou nenhuma decisão”.

O militar deve enfrentar acusações federais, adiantou um porta-voz do CBP.

Edimburgh detalhou que o fuzileiro naval não servia na Missão de Apoio à Fronteira Sul dos EUA, onde as tropas militares estão ajudando os agentes na fronteira com o país vizinho.

A prisão de segunda-feira (2) ocorreu pouco depois de que vários outros fuzileiros navais também lotados em Camp Pendleton são acusados de tráfico de seres humanos. Seis das duas dezenas de fuzileiros navais recentemente detidos assumiram a culpa com relação à acusação de tráfico de seres humanos e drogas em tribunais militares.

Dezesseis dos fuzileiros navais acusados foram presos em julho no pátio do Batalhão; ação considerada ilegal e uma violação de seus direitos. Posteriormente, as acusações contra eles foram retiradas.

Um vídeo divulgado recentemente mostra o momento da prisão de 15 fuzileiros navais na base militar Camp Pendleton Marines, suspeitos de terem ajudado imigrantes atravessarem clandestinamente a fronteira entre o México e os EUA. Em 25 de julho, 800 fuzileiros formaram filas no pátio do Camp San Mateo Marine Corps na hora das prisões, publicou o jornalSan Diego Union Tribune. Na frente dos marinheiros, o sargento do batalhão ordenou que 15 deles dessem passo à frente para “serem reconhecidos”.

O Sargento Matthew A. Dorsey tinha nas mãos uma pasta vermelha geralmente utilizada para ler as recomendações de serviços e homenagens para o 1º Batalhão do 5º Regimento. Os fuzileiros destacados para “reconhecimento” devem ter ficado chocados ao ouvir Dorsey dizer “NCIS prenda esses fuzileiros”.

Cerca de 40 agentes do NCIS e outros militares realizaram a prisão dos marinheiros na vista das centenas de outros fuzileiros enfileirados. Os agentes algemaram e vasculharam os bolsos dos 15 marinheiros, antes de passarem com eles na frente de seus colegas enfileirados.

O total de 13 fuzileiros foram acusados de tráfico humano e conspiração, enquanto outros 8 foram levados para interrogatório como suspeitos de envolvimento com drogas, mas não foram oficialmente acusados. As prisões ocorreram depois da prisão de outros 2 fuzileiros, em 3 de julho, que foram flagrados por agentes da Patrulha da Fronteira (CBP) supostamente ajudando imigrantes clandestinos. Essas detenções levaram às ações contra os outros fuzileiros em 25 de julho.

Na ocasião, as prisões em público dos fuzileiros adquiriram dimensão nacional, mas agora os advogados de defesa dos réus alegam que o espetáculo também comprometeu a possibilidade de escolha de jurados que irão acompanhar os casos. A Advogada Bethany Payton O’Brien considerou as prisões uma “influência ilegal de comando” e uma forma de punição ilegal antes da conclusão de um julgamento. O cliente dela, um fuzileiro, relatou ter ouvido o Sargento Dorsey ou o Tenente Eric M. Olson dizer aos marinheiros enfileirados que as prisões “são o que acontece quando você burla a lei”.

“As ações governamentais no pátio desse batalhão e os comentários feitos após as prisões são totalmente inaceitáveis e inapropriados”, disse O’Brien.

Jeremiah Sullivan, outro advogado que também representa um fuzileiro, considerou as prisões “um circo”.

“A mensagem que eles estão enviando é influência ilegal de comando”, disse Sullivan. “Isso foi completamente desnecessário, equivalente a um show”.

Um porta-voz da 1ª Divisão Naval, o 1º Tenente Cameron Edinburgh, disse ao jornal Union Tribune que a filmagem das prisões não foi uma decisão da divisão de comando, mas escolha do das autoridades navais de relações públicas.

“Isso teve um impacto chocante e inesperado. O comandante quis enviar uma mensagem ao deixar claro que esse tipo de comportamento não é tolerado”, disse Edinburgh.

O’Brien rebateu que tais prisões por si próprias são uma forma de punição dos fuzileiros.

Em julho, agentes da Patrulha da Fronteira prenderam dois fuzileiros navais, Byron Darnell Law II e David Javier Salazar Quintero, perto da fronteira, em companhia de três imigrantes indocumentados no banco de trás de um veículo.

 

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