Governo investiga redes de coiotes que levam brasileiros aos EUA

ministro aloysio Governo investiga redes de coiotes que levam brasileiros aos EUA
O Ministro Aloysio Nunes visitou abrigos que mantém crianças separadas dos pais nos EUA

A decisão foi tomada depois que o Ministro Aloysio Nunes visitou nos EUA abrigos que mantém crianças separadas dos pais

O Ministério das Relações Exteriores investigará a ação de grupos de traficantes de pessoas (coiotes) que atraem “clientes” no Brasil para transportá-los clandestinamente aos EUA. Os brasileiros são levados até o México, onde outros indivíduos cruzam com eles a fronteira dos EUA. A decisão foi tomada depois que o Ministro Aloysio Nunes visitou nos Estados Unidos abrigos que mantém crianças separadas dos pais que entraram clandestinamente no país. O Itamaraty acredita que existam redes de coiotes que atual no Brasil, portanto, pediu aos órgãos de segurança e inteligência, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal (PF), que investiguem o assunto.

Em 2015, agentes da PF desbaratou uma quadrilha cujos membros atuavam como “despachantes” para a obtenção de documentos falsos que facilitariam a entrada nos EUA.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o Ministro criticou a irresponsabilidade dos pais brasileiros em tentarem entrar clandestinamente nos EUA com seus filhos. “Há uma enorme e cavalar irresponsabilidade desses pais. É evidente que o pai que empreende uma aventura dessas sabe que haverá um risco, que será arcado principalmente pela criança, a mais vulnerável”, disse Aloysio.

O Ministério das Relações Exteriores calcula que hajam 40 crianças brasileiras mantidas em abrigos nos EUA. Elas foram separadas dos pais quando foram detidos na fronteira sob a política de “tolerância zero” da administração Trump. A prática gerou ultraje em vários segmentos sociais e políticos nos EUA e uma ação judicial determinou que o governo atual voltasse atrás e devolvesse às crianças às suas famílias o mais rápido possível. O governo do Brasil teme que o “afrouxamento” da tolerância zero por parte das autoridades americanas incentive os coiotes a continuarem a traficar pessoas.

. Negócio lucrativo:

A detenção de crianças imigrantes se transformou em uma indústria em ascensão nos EUA que agora fatura US$ 1 bilhão por ano. Esse volume representa 10 vezes mais que os gastos na última década, segundo uma análise da agência de notícias Associated Press.

Verba para serviços humanos e de saúde nos abrigos, assistência social e outros serviços de bem-estar infantil para as crianças desacompanhadas e separadas subiu de US$ 74.5 milhões em 2007 para US$ 958 milhões em 2017. Além disso, as autoridades estão revendo uma nova rodada de propostas em meio ao esforço crescente da Casa Branca para manter as crianças imigrantes sob a custódia do governo.

Atualmente, mais de 11.800 crianças, de alguns meses de idade a 17 anos, estão alojadas em cerca de 90 instalações em 15 estados: Arizona, Califórnia, Connecticut, Flórida, Illinois, Kansas, Maryland, Michigan, New Jersey, Nova York, Oregon, Pensilvânia , Texas, Virgínia e Washington. Elas estão sendo mantidas enquanto seus pais aguardam o processo de imigração ou, se foram detidas desacompanhadas, elas serão avaliadas para possível aplicação de asilo.

Em maio, o governo iniciou licitações de propostas para 5 projetos que podem totalizar US$ 500 milhões leitos, cuidados terapêuticos e “cuidados de segurança”, ou seja, a contratação de guardas. Mais contratos são esperados para licitações em outubro. Na última década, os maiores beneficiários do dinheiro público foram a Southwest Key e a Baptist Child & Family Services, revelou  a análise da AP. De 2008 até hoje, a Southwest Key recebeu US$ 1.39 bilhão em subsídios para operar abrigos e a Baptist Child & Family Services você recebeu US$ 942 milhões.

 

 

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