ICE deporta “coiote” paquistanês que atuava no Brasil

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Em 1 de junho de 2016, a Polícia Federal brasileira executou um mandado de busca na residência de Sharafat Ali Khan no Brasil

Vários dos indivíduos contrabandeados pela organização de Sharafat Ali Khan são suspeitos de ligações com organizações terroristas

No dia 17 do mês passado, agentes do Departamento de Imigração (ICE) e do Departamento de Operações de Reforço e Remoção (ERO) deportaram na Filadélfia (PA) um paquistanês. A ação ocorreu após uma investigação realizada pelo Setor de Investigações de Segurança Nacional (HSI), com a assistência do FBI. Ele é acusado de participar de um esquema de contrabando de estrangeiros.

O HSI em Nova York identificou Sharafat Ali Khan, de 33 anos, que atuava no Brasil, como o intermediário da organização de contrabando de estrangeiros.

Em março de 2014, agentes especiais da HSI em Nova York e do FBI iniciaram uma investigação focada numa organização de contrabando de estrangeiros operando na América do Sul e Central. O esquema envolvia imigrantes ilegais do Paquistão, Bangladesh e Afeganistão, através da América do Sul e Central para os Estados Unidos. Entre 2014 e 2016, mais de 100 pessoas detidas pelo HSI e FBI identificaram Khan como o contrabandista. A investigação revelou que Khan e seus comparsas cobravam de cada estrangeiro entre US$ 3 mil e US$ 15 mil para facilitar a viagem aos EUA. Vários dos indivíduos contrabandeados pela organização de Khan são suspeitos de ligações com organizações terroristas.

Em 1 de junho de 2016, a Polícia Federal brasileira executou um mandado de busca na residência de Khan no Brasil. Em 2 de junho de 2016, ele fugiu do Brasil e tentou viajar para o Paquistão por meio de um voo comercial em trânsito com escala em Doha, no Catar.

Em 3 de junho de 2016, o Tribunal Distrital do Distrito de Colúmbia (DCDC) emitiu um mandado de prisão para Khan, acusando-o de conspiração para encorajar ou induzir um estrangeiro a entrar nos Estados Unidos por dinheiro. Na mesma data, as autoridades do Aeroporto Internacional de Hamad, em Doha, detiveram Khan de acordo com o mandado de prisão.

Em 13 de julho de 2016, agentes da HSI extraditaram Khan do Catar para os Estados Unidos através do Washington Dulles International Airport, e o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) permitiu a entrada dele nos Estados Unidos devido ao processo criminal. Em 12 de abril de 2017, o DCDC emitiu uma ordem judicial de remoção para Khan.

Em 17 de outubro de 2017, o DCDC condenou Khan por conspiração para fraudar as leis migratórias dos Estados Unidos, encorajar ou induzir um estrangeiro por dinheiro. O DCDC condenou Khan a 2 anos e 5 meses de prisão com crédito pelo tempo servido desde 3 de junho de 2016.

Em 29 de dezembro de 2017, os agentes do ERO na Filadélfia descobriram que Khan estava detido na Penitenciária de Moshannon Valley (MVCC) em Philipsburg e, então, emitiram uma ordem de prisão contra ele. Em 31 de agosto de 2018, o MVCC o enviou para a custódia do ERO da Filadélfia, que o transferiu para a Penitenciária do Condado de Clinton (CCCF), em McElhattan. Em 19 de dezembro de 2018, Khan foi entregue sem incidentes às autoridades paquistanesas.

 

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