ICE deporta imigrante que vivia legalmente há 39 anos no país

Foto4 Amer Al Othman Adi. jpg ICE deporta imigrante que vivia legalmente há 39 anos no país
O comerciante Amer “Al” Othman Adi (centro), a esposa e as 4 filhas, em Ohio

Amer “Al” Othman Adi era acusado pelas autoridades de ter se casado para regularizar o status migratório

Ignorando o pedido do Congresso para rever o caso, o Departamento de Imigração (ICE) seguiu em frente e deportou um imigrante jordaniano que viveu nos EUA a maior parte da vida dele. Com somente a possibilidade de dizer adeus para a esposa e filhos através do telefone, Amer “Al” Othman Adi, de 57 anos, foi obrigado a embarcar num voo com destino ao seu país de origem na noite de segunda-feira (29), apesar de viver e trabalhar nos EUA há 39 anos. As informações são do canal de TV WKBN. O comerciante, detido no Northeast Ohio Correctional Center em Youngstown, Ohio, e iniciado uma greve de fome, ele foi informado às 8:00 pm que seria deportado às 10:45 pm entrou no avião.

“Num desprezo incomum pela autoridade do Congresso por parte do ICE, Amer Othman foi arrancado de suas quatro filhas, esposa e o país que ele considerava lá por mais de 30 anos”, disse o Deputado Tim Ryan (D-Ohio).

“Amer era um dos pilares da comunidade e trouxe comércio ao centro da cidade quando era necessário investimento. Ele empregou membros da nossa comunidade. Ele pagou impostos. Ele fez tudo certo. Há criminosos violentos caminhando pelas ruas e ainda assim o nosso governo desperdiça os nossos recursos preciosos o encarcerando”, acrescentou.

O Subcomitê Judiciário da Câmara para Assuntos Migratórios & Segurança na Fronteira, o qual Ryan não é membro, votou há menos de duas semanas a favor de pedir ao Departamento de Segurança Nacional (DHS) que revisse o caso de Adi; permitindo a ele pelo menos 6 meses antes da ocorrência de qualquer deportação. Ao invés, o ICE resolveu ignorar o apelo.

“Eu espero que o Presidente Trump consiga perceber que, quando as palavras deles se tornam política pública em lugares como Youngstown, famílias como a de Amer são despedaçadas”, disse Ryan. “Eu estou profundamente triste e desapontado com esse desfecho. Eu estou triste que a América e a presidência americana se tornaram um lugar onde a política é mais importante do que fazer aquilo que é certo”.

Adi, que não possui antecedentes criminais, foi acusado pelas autoridades migratórias de ter “casado pelo green card” (para obter a residência permanente) com a primeira esposa. Ela assinou uma declaração de que havia casado para que ele pudesse permanecer no país. Entretanto, eventualmente, ela voltou atrás na afirmação.

“Eu sei que deveríamos estar felizes. Eu sei que deveríamos sentir um pouco de alívio (porque ele não está mais preso), mas tenho vergonha de fazer parte desse país, eu tenho”, disse Lina, filha de Adi. “Isso está simplesmente errado, desde o primeiro dia, é errado”.

 

 

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