ICE realiza batidas em hotéis com turistas que vieram aos EUA ter bebês

Foto10 Condominio Carlyle ICE realiza batidas em hotéis com turistas que vieram aos EUA ter bebês
Os agentes do HSI vasculharam o condomínio de luxo Carlyle (Foto: HSI)
Foto24 Karina Nacchi e Enrico  ICE realiza batidas em hotéis com turistas que vieram aos EUA ter bebês
A musa fitness brasileira, Karina Bacchi teve o filho, Enrico, em Miami (FL)

Os detetives do Departamento de Segurança Nacional (DHS) vasculharam 20 locais na Califórnia

Na quarta-feira (31), agentes federais realizaram batidas em vários “hotéis maternidade” de luxo na Califórnia. Os locais estariam abrigando mulheres chinesas que queriam dar à luz nos Estados Unidos. Os detetives do Departamento de Segurança Nacional (DHS) vasculharam 20 locais em Los Angeles (CA) e nos condados de San Bernardino e Orange na busca por operações do “turismo de nascimento”, nas quais cidadãos chineses pagam entre US$ 40 mil a US$ 80 mil para instruí-los como obter vistos, desembarcar em aeroportos menos suspeitos e até mesmo esconder a gravidez, exibiu o canal de notícias NBC News.

Entre os prédios está o Carlyle, um condomínio de luxo em Irvine, o qual foi o foco da rede de batidas. Um vizinho ao prédio disse ao NBC que ela achou estranho o fato de um caminhão ter entregado um carregamento excessivo de fraldas descartáveis no prédio, mas não tinha noção da extensão do esquema.

Embora não seja ilegal dar a luz nos EUA, as “turistas de parto” geralmente mentem às autoridades migratórias sobre os motivos das viagens. O maior foco, entretanto, são os organizadores de websites que focalizam em mulheres na China e venderam o “hotel maternidade” a elas. Por essa razão, as autoridades não prenderam as mulheres hospedadas nos prédios, na quarta-feira (31), mas as usarão como testemunhas na tentativa de processar judicialmente os “intermediários”.

Anteriormente, o Carlyle já havia sido suspeito de abrigar “turistas de parto” como parte de uma investigação longa, iniciada em junho de 2014. Um incidente não relacionado ocorreu na Califórnia em 2015, quando as autoridades prenderam 10 chineses que violaram a ordem judicial de permanecerem nos EUA, enquanto o esquema era investigado.

O turismo de parto é relativamente popular nos EUA, com documentos apresentados nos tribunais revelando que cerca de 40 mil crianças nascem todos os anos de mulheres que portam vistos americanos de turista.

. Celebridade brasileira escolhe ter filho nos EUA:

A atriz, apresentadora e musa fitness Karina Bacchi, de 41 anos, provocou furor nas redes sociais quando anunciou em 2017 que viajaria para os EUA para ter o primeiro filho, Enrico, uma produção independente. O bebê nasceu no Hospital Miami Medical Center, Flórida, de parto natural e conduzido pelo obstetra colombiano Ernesto Cardenas.

“Eu tenho cidadania italiana e sei o quanto é positivo. Quero que meu filho tenha múltipla cidadania. Tudo está sendo feito dentro da legalidade e escolhi Miami, pois aqui tenho todo o suporte médico, além de familiares e amigos. Me sinto amparada e tranquila”, comentou ela na ocasião. Os pais de Karina acompanharam o nascimento do neto. “Amo ser brasileira e ele também será. É apenas mais uma opção”, acrescentou.

A musa fitness detalhou que gastou cerca de US$ 9.300 na parte médica e hospitalar, em que estão inclusos serviços de pediatria, obstetra, hospital e a documentação. Ela também teve despesa de cerca de US$ 15 mil para aluguel, passagens, transporte e itens do dia-a-dia.

. Trump quer acabar com a cidadania automática:

Há cerca de uma semana das eleições intermediárias nos EUA, o Presidente Donald Trump declarou que quer assinar um decreto de lei que cancele o direito constitucional à cidadania dos bebês nascidos no país cujos pais não sejam cidadãos, natos ou naturalizados. O chefe da nação fez o comentário no programa “Axios” do canal HBO.

Perguntado sobre a legalidade de tal ordem executiva, Trump respondeu que, “eles dizem que eu posso fazê-lo apenas com um decreto de lei. Nós somos o único país do mundo, no qual uma pessoa vem, tem um bebê e esse bebê é essencialmente um cidadão dos Estados Unidos”, embora um estudo realizado pelo Centro de Estudos Migratórios (CIS) tenha revelado que pelo menos 30 países no planeta obedeçam o direito à cidadania automática por nascimento. Contradizendo a afirmação de Trump, todos os países do continente americano, sem exceção, seguem o “Juris Solis” (Direito do solo, em latim).

Na terça-feira (30), o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, jogou água fria no plano do Presidente Donald Trump de acabar unilateralmente com o direito constitucional de cidadania para bebês nascidos nos Estados Unidos, cujos pais não são cidadãos americanos. O termo é conhecido juridicamente como “Jus Solis” (Direito do solo).

“Você não pode acabar com a cidadania automática com uma ordem executiva”, disse o republicano de Wisconsin durante uma entrevista com a estação de rádio WVLK, em Lexington, Kentucky. “Bem, você obviamente não pode fazer isso. Você sabe, como conservador, eu acredito em seguir o texto claro da Constituição e acho que, neste caso, a 14ª Emenda é bastante clara e isso envolveria um processo constitucional muito, muito longo”, acrescentou.

 

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