Imigração prende DJ Anderson Rodeio na saída do tribunal

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Anderson Batista é conhecido por animar rodeios brasileiros realizados em Massachusetts, New Jersey e Pensilvânia (Foto: Facebook)

Anderson Batista compareceu à audiência agendada na Corte Distrital de Marlborough (MA)

Na tarde de segunda-feira (27), Anderson Batista, popularmente conhecido como “DJ Anderson Rodeio”, foi detido por agentes do Departamento de Imigração (ICE) quando saía do prédio da Corte Distrital de Marlborough, Massachusetts. Ele é conhecido por animar rodeios brasileiros realizados nos estados de Massachusetts, New Jersey e Pensilvânia.

Segundo o Blog do jornalista Jehozadak Pereira (https://mundoyes.com), Batista compareceu à audiência em decorrência de uma discussão ocorrida entre o DJ e a então namorada há poucos meses, na cidade de Marlborough (MA). Na ocasião, ela teria ameaçado queimar vários documentos dele, incluindo o passaporte. Devido a isso, ele contatou a polícia que o deteve, pois foi acusado de agressão num caso típico de violência doméstica. Após o incidente, Anderson teria se mudado de Marlborough para a cidade de Lowell.

Durante o desenrolar do caso, o DJ teria comparecido à todas as audiências agendadas, sendo que várias delas foram canceladas. Uma nova audiência na Corte Distrital de Marlborough estava agendada para janeiro do ano que vem. Conforme algumas pessoas ouvidas no Blog, Batista teria o número do Seguro Social e carteira, entretanto, o status migratório dele não esteja regularizado. Uma amiga relatou que ele nunca teve qualquer problema com o ICE ou pendência no tribunal.

. Campanha beneficente:

Comovidos com o caso, amigos iniciaram no website GoFundMe.com a campanha beneficente: https://www.gofundme.com/anderson-batista-dj-rodeio, cujo objetivo é angariar US$ 8 mil para a contratação de um advogado de imigração que possa defendê-lo. A campanha foi lançada na terça-feira (28) pelo internauta Sorozinho Souza, morador em Revere (MA), e até a manhã de quarta-feira (29) haviam sido arrecadados US$ 2.320.

“Esta campanha é destinada a ajudar ao Anderson Batista (DJ Anderson Rodeio). Ele foi à uma Corte nessa segunda feira, ao  sair, foi  pego pela Imigração. Ele está sem advogado e estamos tentando arrecadar fundos para poder ajudá-lo. Conto com a ajuda de todos os amigos”, postou Souza no GoFundMe.com.

. Agentes do ICE nos tribunais:

Representantes do Departamento de Imigração (ICE) disseram que as prisões de imigrantes indocumentados, no final de setembro, por agentes à paisana, na calçada de um tribunal no Brooklyn (NY) foram permitidas conforme a política atual. Após a posse do Presidente Donald Trump, as detenções em Cortes se tornaram cada vez mais comuns; preocupando ativistas e advogados de imigração.

As prisões ocorridas em setembro ganharam destaque depois que um advogado postou no Twitter uma mensagem sobre os agentes à paisana e um jornalista presente no local publicou que esses mesmos agentes recusaram a se identificar.

Através de um comunicado, a porta-voz do ICE, Rachel Yong Yow, disse que os 4 indivíduos presos eram membros de gangues de rua e todos acusados de crimes, acrescentando que “todos os visitantes nos tribunais são  revistados antes de entrar, portanto, tornando as detenções mais seguras para todos os envolvidos”.

Conforme a política atual, os agentes do ICE são instruídos para evitar áreas consideradas “sensíveis” como igrejas, escolas e hospitais, mas tribunais não estão incluídos na lista. Segundo o ICE, os agentes somente realizam detenções em Cortes quando são esgotadas as outras opções e o foco são estrangeiros com antecedentes criminais ou representam perigo para a segurança pública.

Em abril, o New York State Unified Court System emitiu diretrizes sobre como as detenções deveriam ser realizadas nos tribunais. Os agentes terão que se identificar, os juízes informados e as prisões não podem ocorrer nas salas de audiência, exceto em “circunstâncias extraordinárias”.

Lee Wang, advogada do Immigrant Defense Project, disse que o fato de os agentes não terem se identificado para os repórteres combina com os comentários que ela tem ouvido de outros advogados. “O padrão de comentários que ouvimos dos advogados que presenciaram essas prisões é que o ICE se recusa a dizer quem eles são, os agentes recusam a se identificar, eles se recusam a dizer sim ou não quando perguntados diretamente se são ou não do ICE e se recusam a mostrar qualquer documentação do ICE demonstrando que exista alguma ordem de prisão”, comentou Wang.

 

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