Imigrante é considerado culpado de terrorismo em NY

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A leitura da sentença de Akayed Ullah está agendada para 5 de abril de 2019

Akayed Ullah enfrentará a sentença obrigatória de 30 anos de prisão e poderá ser condenado a prisão perpétua

Um imigrante de Bangladesh condenado na terça-feira (6) por acusações de terrorismo depois de detonar uma bomba caseira numa estação de metrô de Nova York disse à juíza que aborrecido com o Presidente Donald Trump e não realizou o ataque motivado pelo grupo do Estado Islâmico. O veredito contra Akayed Ullah voltou ao tribunal federal de Manhattan (NY) depois de um julgamento em que a defesa alegou que ele pretendia matar apenas a si mesmo, no último dia 11 de dezembro. Ninguém morreu e a maioria dos ferimentos não foi grave.

Depois que o veredito foi anunciado e o júri saiu da sala, Ullah disse ao juiz: “Eu estava com raiva do Donald Trump porque ele diz que vai bombardear o Oriente Médio e, então, protegerá sua nação”.

O juiz Richard Sullivan disse a ele: “Agora, não é hora de uma declaração”. Ullah repetidamente disse a Sullivan que ele não realizou o ataque motivado pelo grupo do Estado Islâmico.

A leitura da sentença foi marcada para 5 de abril de 2019, quando Ullah enfrentará a sentença obrigatória de 30 anos de prisão e pode ser detido pelo resto da vida.

Os promotores disseram que o réu queria mutilar ou matar os passageiros como parte de um ataque no estilo “lobo solitário” em nome da organização terrorista. Eles contestaram a alegação da defesa, dizendo que Ullah não teria usado uma bomba se quisesse matar apenas a si mesmo. Eles também citaram postagens em mídias sociais feitas por ele, assim como comentários feitos após sua prisão aos investigadores.

O veredito encerrou um julgamento de 1 semana durante o qual foi exibido o vídeo de vigilância de Ullah na manhã em que sua bomba explodiu, queimando-o seriamente em um túnel no subsolo da Times Square e do terminal de ônibus Port Authority, onde a maioria das linhas de metrô convergem.

No julgamento, Ullah foi confrontado com suas declarações pós-prisão e seus comentários na mídia social, como quando ele provocou Trump no Facebook antes do ataque. O Presidente depois exigiu regras de imigração mais rigorosas. Autoridades disseram que a radicalização de Ullah começou em 2014, quando ele começou a visualizar materiais online, incluindo um vídeo instruindo os apoiadores do Estado Islâmico a realizar ataques em suas terras natais.

Em argumentos finais na segunda-feira (5), o procurador-assistente George Turner relatou que Ullah disse aos investigadores, após sua prisão, que ele queria vingar a agressão norte-americana contra o grupo Estado Islâmico e escolheu uma manhã movimentada nos dias de semana para atacar o maior número de pessoas possível.

O promotor disse que Ullah, de 28 anos, morador no Brooklyn, seguiu a propaganda do grupo do Estado Islâmico on-line e queria seguir suas instruções para realizar um ataque terrorista no estilo “lobo solitário” contra os americanos. “Seu objetivo era ferir e matar civis inocentes, aterrorizar”, disse Turner.

O promotor relatou que Ullah disse a um investigador após sua prisão: “Eu fiz isso pelo Estado Islâmico”.

A defesa, no entanto, disse que Ullah escolheu propositadamente um corredor isolado para detonar sua bomba porque ele só queria cometer suicídio. “Este não é um ataque terrorista”, argumentou ela.

Shawn Crowley, promotor assistente dos EUA, contestou a alegação. “Tem a ver com martírio, não suicídio”, rebateu ele.

 

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