México reforça vigilância para evitar que imigrantes cheguem aos EUA

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O México informou que, entre janeiro e abril de 2019, foram enviados de volta cerca de 37 mil centro-americanos aos seus países de origem

Trump elogiou o país vizinho e culpou os democratas nos EUA pela crise migratória na fronteira

Há menos de três meses, o Presidente Donald Trump afirmou que o México estava fazendo “nada” para impedir a imigração clandestina rumo aos EUA, postou ele no Twitter em 28 de março. Atualmente, ele alega que o país vizinho está ajudando mais que os próprios políticos eleitos nos EUA.

“Agora, com o nosso novo acordo, o México está fazendo mais para os EUA no que diz respeito à imigração ilegal do que os democratas”, postou Trump no Twitter, na segunda-feira (10).

O tom do Presidente mudou depois do acordo fechado entre o México e os EUA, na sexta-feira (7), o qual visa diminuir drasticamente o número de imigrantes que tentam solicitar asilo na fronteira sul do país. O impacto do acordo, que Trump alega conter uma emenda que será revelada, ainda não foi avaliado. Enquanto isso, o México mantém que todos os detalhes do acordo já foram divulgados, negando as alegações de Trump da existência de tal emenda.

O México informou que, entre janeiro e abril de 2019, foram enviados de volta cerca de 37 mil centro-americanos aos seus países de origem, a maioria oriunda de El Salvador, Honduras e Guatemala. Em 2018, as autoridades mexicanas retornaram próximo de 110 mil centro-americanos aos seus países. Em 2017, foram 78.300 e em 2016, foram 177 mil.

Em 2014, os EUA uma onda de crianças centro-americanas desacompanhadas que chegaram à fronteira sul do país na busca por asilo. Muitas delas deixaram seus países de origem fugindo da violência de gangues de rua e pobreza. Na ocasião, a administração Obama buscou a ajuda do México e outros países centro-americanos para deter a imigração clandestina, aumentar a habilidade do México e Guatemala de deter imigrantes e a capacidade da América Central de reintegrar os imigrantes deportados e solucionar os problemas que levam à imigração.

Ainda em 2014, o México lançou o “Programa Fronteira Sul”, que visava proteger os imigrantes e administrar seus pontos de entrada. Desde então, o país já instalou 12 bases navais em seus rios, um programa de vigilância com drones e 3 cordões de segurança com mais de 100 milhas (161 km) ao longo das fronteiras com a Guatemala e Belize, divulgou o “US Congressional Research Service” (CRS), em janeiro de 2019.

Uma vez que o México não possui uma patrulha da fronteira, detalhou o relatório, o Instituto Nacional de Imigração do México é a única autoridade legal que pode deter os imigrantes, com alguma ajuda da polícia federal.

“Estes agentes desarmados tem trabalhado para intensificar o controle migratório ao longo de rotas conhecidas, incluindo os trens rumo ao norte e nas rodoviárias”, detalhou o CRS. Entretanto, o aumento da vigilância no México faz com que os imigrantes utilizem rotas mais remotas e perigosas ou depender de traficantes de seres humanos (coiotes), citou o relatório do CRS. Além disso, os imigrantes tendem a encontrar seguranças em grandes números, portanto, juntando-se à caravanas durante a jornada.

Trump ameaçou impor tarifas ao México ao menos que o país vizinho intensificasse os esforços para deter o fluxo de pessoas que chegavam à fronteira dos EUA em busca de asilo. Na sexta-feira (7), o Presidente voltou atrás e postou no Twitter que o México havia “concordado em tomar medidas duras para deter o fluxo migratório através do país vizinho rumo à fronteira sul”.

 

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