MOMA faz exibição exclusiva de Tarsila do Amaral

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Tarsila do Amaral é considerada a precursora do Modernismo na América Latina. Detalhe: Abaporu (O homem que come, em tupi-guarani), o quadro mais caro já vendido no Brasil

Essa é a primeira exibição nos EUA dedicada exclusivamente à artista brasileira

Desde o domingo (11) até 3 de junho, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA) exibirá ao público os trabalhos da artista plástica paulista Tarsila do Amaral, falecida em 1973. Ela é considerada a figura fundadora da história do Modernismo na América Latina. Essa é a primeira exibição nos EUA dedicada exclusivamente à artista e focaliza no período da década de 20, dos primeiros trabalhos em Paris, às emblemáticas pinturas modernistas produzidas no Brasil, terminando com as telas grandes no início da década de 30, do século passado. A exibição tem cerca de 120 obras, incluindo pinturas, desenhos, rascunhos, fotografias e outros documentos históricos de coleções por toda a América Latina, Europa e Estados Unidos.

Nascida em São Paulo na vidada do século 19 para o 20, Tarsila, como é conhecida carinhosamente no Brasil, estudou piano, escultura e desenho antes de se mudar para Paris para estudar na Académie Julian. Enquanto em Paris, ela estudou com André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger, cumprindo o que ela considerou “o serviço militar em Cubismo”, até chegar no estilo de linhas sintéticas e volumes sensuais com paisagens coloridas e cenários de cores ricas e vibrantes. A exibição retrata a viagem dela entre França e Brasil, através do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do envolvimento dela com a comunidade artística internacional e o papel dela no Modernismo no Brasil. Em 1928, Tarsila pintou o “Abaporu”, que rapidamente transformou-se no Manifesto Antropofágico e se tornou o símbolo desse movimento artístico transformador que buscou digerir influencias externas e produzir arte para e do Brasil.

A exibição é organizada pelo MOMA e Instituto de Arte de Chicago. Administrado por Luís Pérez Oramas, ex-curador da Estrellita Brodsky de Arte Latino Americana, o MOMA, e Stephanie D’Alessandro, ex-curadora da Gary C. e Frances Comer de Arte Moderna Internacional, o Instituto de Arte de Chicago, com Karen Grimson, curadora assistente, do Departamento de Desenhos e Impressos, do MOMA. O principal apoio para a exposição em Nova York deve-se ao Conselho Internacional do MOMA, The Modern Women’s Fund e a Fundação Vicky e Joseph Safra. A verba generosa foi doada por Clarice Oliveira Tavares, Yvonne Dadoo Ader e o Consulado Geral do Brasil em Nova York. O MOMA Audio tem o patrocínio da Bloomberg Philanthropies.

 

 

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