Patrulha canadense detém recorde de mexicanos na fronteira

Foto21 Agentes do CBSA Patrulha canadense detém recorde de mexicanos na fronteira
Agentes da Patrulha da Fronteira do Canadá no posto em Surrey

O Departamento de Serviços na Fronteira do Canadá (CBSA) informou que deteve 444 mexicanos entre 1 de janeiro e 8 de março

As autoridades canadenses detiveram mais mexicanos nos 67 dias de 2017 do que anualmente nos últimos 3 anos. A disparada ocorreu imediatamente depois que o governo canadense suspendeu a exigência de visto para os cidadãos mexicanos, em dezembro de 2016.

Inúmeros mexicanos que planejavam imigrar rumo ao norte mudaram o foco dos Estados Unidos para o Canadá, depois que o Presidente Donald Trump prometeu perseguir os imigrantes indocumentados que vivem no país. Na sexta-feira (18), a agência de notícias Reuters informou que juízes de imigração seriam enviados a 12 cidades nos EUA para acelerarem os processos de deportação.

O Departamento de Serviços na Fronteira do Canadá (CBSA) informou que deteve 444 mexicanos entre 1 de janeiro e 8 de março, em contraste com 410 em 2016, 351 em 2015 e 399 em 2014.

O CBSA pode deter estrangeiros, caso eles representarem perigo ao público, se a identidade deles não possa ser provada ou se correm o risco de não comparecer para deportação ou audiência. O número de mexicanos retornados no aeroporto também aumentou: para 313 em janeiro, mais que qualquer janeiro desde 2012, 2013 e 2014.

Com a suspensão da exigência de vistos, tudo o que os mexicanos precisam para entrar no Canadá é a Autorização Eletrônica de Viagem (eTA), obtida online em questão de minutos. Entretanto, eles não podem trabalhar sem permissão de trabalho e o eTA não garante entrada no país.

O Canadá emitiu 72.450 autorizações de viagem para cidadãos mexicanos entre 1 de dezembro de 2016 e 10 de março de 2017; um aumento significativo se comparado com o período similar quando os vistos eram exigidos.

O ministro da imigração e refugiados, Ahmed Hussen, informou que o seu departamento está monitorando a situação. O escritório do ministro não divulgou mais informações.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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