Perseguição de Trump atinge agora os imigrantes legais

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Os empregadores estão especialmente preocupados com as mudanças no programa do visto H-1B

As novas mudanças na concessão e renovação do visto H-1B efetuadas em outubro de 2017 provocam incerteza entre patrões e empregados

O legado do Presidente Donald Trump na imigração, até o momento, não é um muro ou menos imigrantes cruzando clandestinamente a fronteira dos EUA e sim a redução de quantas pessoas entram legalmente no país. Dados do Departamento de Estado, avaliados pelo jornal online Político, revelaram que a emissão de vistos caiu durante a administração atual. O número de vistos para estadias temporárias nos EUA caiu 13% no ano fiscal de 2018 em contraste com 2 anos anteriores, sendo o último sob a liderança do Presidente Barack Obama. Vistos de imigrantes, os quais permitem que uma pessoa aplique para o green card (residência legal permanente) caíram 14% durante o mesmo período. Para as pessoas com vistos, como o H-1B para trabalhadores estrangeiros qualificados, há menos certeza se eles serão renovados devido às mudanças de política.

“Tem havido um pouco de pesadelo”, disse Sarah Pitney, advogada de imigração da firma Benach Collopy, em Washington-DC. “Muitos empregadores começaram a procurar por opções que não sejam o H-1B, pois ele se tornou um problema há cerca do ano passado”.

O Departamento de Estado não provê informação detalhada sobre quantas aplicações de visto são recebidas ou negadas, portanto, é impossível determinar o quanto do declínio é atribuído à rigorosidade das práticas e ao interesse em viajar aos EUA. Tais explicações sugeririam que a postura de Trump tem efeito negativo no fluxo migratório legal.

As mudanças envolvem “a reforma através de muitas mudanças e cortes”, segundo Jessica Vaughan, diretora do Centro de Estudos Migratórios (CIS), que apoia a diminuição do fluxo migratório. “Trata-se de muitas mudanças pequenas que no total fazem uma grande diferença”.

Ao contrário, as prisões efetuadas pela Patrulha da Fronteira (CBP), termômetro para as entradas clandestinas, aumentou nos últimos meses aos níveis mais altos da administração Trump. Os patrulheiros detiveram 51.856 imigrantes na fronteira com o México, em novembro, um aumento de 78% com relação ao ano anterior. Os índices de detenções são parecidos com os meses mais altos da presidência de Obama, um sinal de que as tentativas de Trump de limitar a imigração ilegal não têm funcionado.

As deportações durante a administração Trump continuam muito abaixo do que no período Obama: No ano fiscal de 2018, os agentes do Departamento de Imigração (ICE) deportaram 256.058 pessoas no ano fiscal de 2012, um dos picos mais altos na administração Obama. O muro ao longo de toda a fronteira dos EUA com o México ainda não foi construído, apesar das ameaças do Presidente de paralisar o Governo com relação ao que ele calcula custar US$ 20 bilhões o projeto que não avança no Congresso. Em março, uma proposta orçamental incluiu somente US$ 1.4 bilhão para cerca de 84 milhas de barreiras novas e substituídas ao longo da fronteira com o México. Durante o primeiro ano de Trump no cargo, o Congresso proveu somente US$ 341 milhões para a substituição de 40 milhas de cerca.

Quando o assunto é imigração legal, a administração Trump tem adotado medidas que poderão definir quem entra nos EUA durante vários anos. Os empregadores estão especialmente preocupados com as mudanças no programa do visto H-1B. O programa é popular entre as empresas de tecnologia que o utilizam para importar talentos estrangeiros aos EUA. Ele oferece anualmente 65 mil vistos de trabalho, além de 20 mil para os portadores de mestrado. As novas mudanças efetuadas em outubro de 2017 concede às autoridades migratórias o livre arbítrio para avaliar as renovações do visto da mesma maneira que as petições novas, provocando incerteza entre patrões e empregados.

 

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