Rex Tillerson: “Rússia interferiu em eleições nos EUA”

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Durante encontro com diplomatas, Rex Tillerson disse que a Rússia “interferiu no processo democrático aqui”

O Secretário “reconheceu” a influência russa na disputa presidencial em 2016

Na terça-feira (12), o Secretário de Estado Rex Tillerson reconheceu durante um encontro à portas fechadas com diplomatas americanos  que a Rússia “interferiu no processo democrático aqui”, algo que o Presidente Donald Trump ainda considera “fake News”, as quais têm o objetivo de tirar a legitimidade da presidência atual. O comentário de Tillerson é polêmico, mesmo atrás de portas fechadas. O cargo ocupado por ele está em risco, ao mesmo tempo em que aumentam os rumores de que será substituído pelo diretor da CIA, Mike Pompeo.

No Ministério das Relações Exteriores, o apoio por Tillerson é muito pouco, pois diplomatas acabaram percebendo o propósito dele em deteriorar a diplomacia americana. Publicamente, o Secretário tem sido mais discreto sobre questões envolvendo o Kremlin. Em abril, ele considerou “a questão sobre a interferência russa” nas eleições presidenciais algo que estava “justamente bem estabelecido”. Em agosto, Rex disse ao secretário de Estado russo, Sergey Lavrov, que a interferência nas eleições provocou “a desconfiança séria entre os nossos dois países”.

O reconhecimento de Tillerson sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016 não foi o único contrário às posições assumidas por Trump. Enquanto o Presidente “anulou” o acordo nuclear com o Irã e procura uma saída; algo que os aliados dos EUA consideram um passo catastrófico rumo à guerra, o Secretário disse durante oi encontro com diplomatas que “por enquanto, não estamos em acordo”, segundo um representante do Departamento de Estado.

O propósito da reunião atrás de portas fechadas não foi explicado e alguns repórteres puderam assisti-lo através da videoconferência e  postaram no Twitter os tópicos considerados mais importantes. Algumas vezes, os comentários foram bizarros, com ele elogiando a cultura do oeste americano, onde “a sua palavra vale tudo”.

Tillerson citou aos diplomatas de carreira o horizonte geopolítico e demorou a ele 37 minutos para elogiar e agradecer aos subalternos. Entretanto, o ápice da reunião foi quando ele elogiou Trump e saudou a liderança dele; o que para alguns pareceu mais adulação. Ele elogiou a decisão do Presidente em manter as tropas dos EUA no Afeganistão; apesar de ser uma decisão incerta que mantém uma guerra há 16 anos e sem previsão de vitória.

Nos elogios a Trump, o Secretário reescreveu a história. “Ele se referiu ao ISIS como califado, citando que tal califado estava se expandindo quando Trump assumiu o cargo”, disse um diplomata. Na realidade, o ISIS estava perdendo território e Trump aceitou a estratégia que ele herdou da administração Obama. As autoridades durante a gestão anterior evitavam se referir ao ISIS como califado, devido à preocupação de não intencionalmente legitimar o grupo de rebeldes. Em fevereiro de 2016, Obama disse que o ISIS “não era um califado  e sim uma quadrilha criminosa”, durante um comentário.

“Ele (Trump) está essencialmente citando as conquistas políticas e postando (no Twitter) que o Estado tem obtido bastantes vitórias ao longo dos últimos 11 meses em que ele assumiu o cargo. Ele parece totalmente alienado ao fato de que a maioria da estratégia continuou em vigor quando essa nova administração assumiu o governo”, relatou um diplomata.

 

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