Separados na fronteira, brasileira se reencontra com o filho após 44 dias

Foto27 W.R. e A.R Separados na fronteira, brasileira se reencontra com o filho após 44 dias
Emocionada, W. R. abraçou o filho, A.R., e chorou durante o reencontro no Aeroporto Internacional de Logan, na região metropolitana de Boston (MA) (Foto: Lawyer’s Committee for Civil Rights & Economic Justice)

No sábado (14), W.R. e A.R. se reencontraram no Aeroporto Internacional de Logan, em Boston (MA)

No final de semana, a brasileira, identificada pelas iniciais W.R., que aplicou para asilo nos EUA reencontrou-se com o filho em Boston (MA), após terem sido separados na fronteira por 44 dias. O menino, identificado como A.R., estava sob a custódia federal no Texas. Na sexta-feira (13), um time de advogados defensores dos direitos civis compareceu a uma audiência emergencial no tribunal federal e, em menos de 24 anos, o governo liberou o menino, que ficou detido no abrigo no Texas por 44 dias, separado à força da mãe dele.

“As palavras não podem descrever a emoção que eu estou sentindo. Eu me sinto como se estivesse nascido novamente. Estou extasiada. Eu nunca deveria ter sido separada do meu filho. A união familiar é sagrada. Eu rezei pedindo por justiça. Eu quero colocar esse pesadelo atrás de mim. Eu quero focar na criação de um lar carinhoso e seguro para o meu filho traumatizado. Eu estou feliz de que finalmente a justiça foi feita, mas ainda me preocupo com as crianças e mães que não têm acesso a advogados. Quem os está ajudando e reunindo?” Disse W.R. através de um comunicado.

Nos documentos apresentados na Corte, a brasileira e o filho foram identificados somente pelas iniciais “W.R.” e “A.R.” Eles cruzaram clandestinamente a fronteira entre os EUA e o México e se entregaram às autoridades pedindo asilo no país, detalharam os advogados da Lawyer’s Committee for Civil Rights & Economic Justice, mas foram separados pelas autoridades migratórias. Após a separação, os agentes não informaram nada a W.R. sobre o paradeiro do menino ou o número do caso migratório, segundo a organização ativista que representa a brasileira no tribunal. O governo então verificou os preceitos religiosos dela e colheu as impressões digitais dela e de todos que estavam na casa onde está hospedada.

A brasileira também recebeu apoio significativo da congressista Katherine Clark e dos senadores Edward Markey e Elizabeth Warren. “Eu continuarei lutando até que todas as famílias sejam reunidas, por uma reforma migratória justa e, mais importante, garantir que isso nunca mais se repita”, disse Clark através de um comunicado.

O Comitê atribuiu o retorno do menino no Aeroporto Internacional de Logan, no sábado (14), às 2 horas da tarde, ao esforço dos políticos. Na segunda-feira (16), W.R. e A.R. compartilharam a história terrível da separação e reunificação no Brazilian Worker Center, em Allston (MA).

 

 

Related posts

Comentários

Send this to a friend