Trump quer muro na fronteira em troca de acordo dos “Dreamers”

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Trump joga pesado em sua tentativa de construir muro na fronteira entre Estados Unidos e México

No domingo (8), o Presidente divulgou a lista polêmica de quase 70 exigências

O comprometimento político do Presidente Donald Trump com os congressistas democratas Nancy Pelosi e Chuck Schumer já apresenta problemas no que diz respeito ao acordo que ajudaria cerca de 800 mil jovens indocumentados conhecidos como “Dreamers”.

“Essa proposta falha em representar qualquer tentativa de acordo”, disseram Nancy, líder dos democratas na Câmara dos Deputados, e Schumer, líder dos democratas no Senado, depois que a administração atual divulgou as exigências na noite de domingo (8).

A fricção ocorreu três semanas depois que Pelosi e Schumer jantaram na Casa Branca com Trump e informaram que concordaram com Trump em traçar um acordo que ajudasse os jovens indocumentados, pois o Presidente anunciou que cancelará o programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA).

A administração Trump quer bloquear a verbas federais para cidades santuários, como Nova York, combater os menores de idade que cruzam clandestinamente a fronteira, a redução da aceitação do número de refugiados, a contratação de 10 mil mais agentes na fronteira e a substituição do sistema migratório por laços familiares por um programa baseado em mérito. A lista contém aproximadamente 70 exigências. Trump exigiu que o Congresso patrocinasse o muro ao longo de toda a fronteira; em contraste com a promessa do Presidente que o México pagaria pela construção.

“Nós estamos recomendando a construção de um muro ao longo de toda a nossa fronteira ao sul, o qual será uma ferramenta fundamental para deter o tráfico humano, o tráfico de drogas e a propagação da violência dos cartéis”, disse Ron Vitiello, comissário da Patrulha da Fronteira (CBP), no domingo (8).

“O sucesso dos muros na fronteira é inquestionável da perspectiva dos operadores”, acrescentou ele.

Os líderes democratas imediatamente reagiram com ultraje ao tomar conhecimento da lista de prioridades dos conservadores, especialmente porque eles haviam acordado anteriormente com Trump que os Dreamers não seriam reféns de um muro na fronteira.

“Nós dissemos ao Presidente em nosso encontro que estávamos abertos à medidas razoáveis para manter a segurança na fronteira com o DREAM Act, mas essas lista ultrapassa e muito o que é razoável”, disseram Schumer e Pelosi. “Essa proposta falha em representar qualquer tentativa de acordo”.

“A lista inclui o muro, o que foi explicitamente retirado das negociações. Se o Presidente estava falando sério sobre proteger os Dreamers, a administração dele não fez qualquer esforço de boa fé para que isso acontecesse”, acrescentaram.

No início do ano, Trump anunciou que estava cancelando o DACA. Ele considerou o decreto de lei uma ação ilegal, mas encorajou o Congresso a votar em um programa que protegesse os jovens indocumentados. Entretanto, a Casa Branca no domingo (8) não chegou a oferecer os 800 mil beneficiados com o programa a possibilidade de se tornarem cidadãos plenos, apenas a legalização.

“Nós não estamos interessados em conceder a cidadania”, disse um representante da Casa Branca.

Apesar de o plano receber o apoio dos membros mais conservadores do Capitólio, ele não foi bem recebido pelos democratas. “É imoral que o Presidente use a vida desses jovens como barganha política na tentativa dele de impor essa agenda cruel, antiimigrante e não americana à nossa nação”, rebateu a Deputada Michelle Lujan Grisham (D-NM), líder do Congressional Hispanic Caucus.

 

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