Foto15 Bruno Padua Silva
Bruno Pádua Silva foi deportado na segunda-feira (2) e, ao chegar ao Brasil, os agentes do ICE o entregaram às autoridades brasileiras (Foto: ICE)

Bruno Pádua Silva morava em Long Branch (NJ) e era procurado no Brasil por assassinato, informaram as autoridades federais

Na segunda-feira (2), o Setor de Operações de Remoções (ERO), subordinado ao Departamento de Alfândega & Imigração (ICE), deportou um foragido brasileiro. Bruno Pádua Silva, procurado por homicídio no Brasil, foi escoltado por agentes do ICE e embarcado num avião.

Pádua entrou nos Estados Unidos em 1 de abril de 2018, mas não respeito o prazo máximo de permanência. O Brasil emitiu um mandado de prisão em nome dele em 20 de setembro de 2018, pela acusação de homicídio.

Em 12 de setembro de 2019, os agentes do ICE prenderam Pádua sem incidentes do lado de fora de sua residência em Long Branch (NJ). Na mesma data, as autoridades federais emitiram um aviso para ele comparecer ao tribunal e, então, o colocaram em processo de deportação.

“Esse indivíduo não apenas violou os termos de sua permanência nos EUA, mas também representava perigo em potencial à comunidade, como evidenciado pela acusação de homicídio que ele enfrenta em seu país”, disse Ruben Perez, diretor interino do escritório do ERO em Newark. “Os agentes do ICE devem ser elogiados pelo trabalho diligente e corajoso na localização, prisão e remoção deste indivíduo dos EUA”.

Um juiz de imigração em Newark ordenou que Pádua fosse removido dos EUA para o Brasil em 16 de outubro de 2019 e o réu renunciou a seus direitos de apelar. Bruno foi deportado dos EUA em 2 de dezembro de 2019 e, ao chegar ao Brasil, os agentes do ICE o entregaram às autoridades brasileiras.

. Outro foragido brasileiro detido:

No início de maio de 2018, agentes do ICE contataram o Departamento de Polícia de Oaks Bluffs com relação ao brasileiro identificado como Dorvino Rocha Ribeiro, de 47 anos, também conhecido como “Luciano Rocha”. Ele era procurado no Brasil por seu envolvimento num assassinato de aluguel. Os agentes do ICE descobriram que Ribeiro poderia estar residindo em Martha’s Vineyard (MA). Ainda em maio, a polícia de Oaks Bluff observou Dorvino trabalhando no telhado de uma casa na Linton Avenue, em Oaks Bluffs (MA). Os agentes contataram o ICE e compartilharam esta informação. No mesmo dia, as autoridades federais foram à Martha’s Vineyard e prenderam o brasileiro no mesmo local sem incidentes. Ele foi retirado da ilha naquele mesmo dia.

Conforme as autoridades brasileiras, Dorvino Rocha Ribeiro era acusado de ser o mentor principal e intermediário de um crime ocorrido ao longo da estrada que liga o Distrito de Santa Luzia ao município de Mantena (MG). O crime ocorreu em 14 de julho de 2017, aproximadamente às 8 horas da noite, quando 4 tiros foram disparados contra o comerciante Ezequias Bezerra da Silva, de 43 anos, morador no centro de Mantenópolis (MG), numa simulação de assalto, executado por Zeliano Militão da Silva, que teria recebido o equivalente a US$ 950 (R$ 3.500, na época).

A vítima e a esposa, Fabiane Paulino Floriano de Souza, também de 43 anos, trafegavam por uma área remota quando 2 pessoas em uma motocicleta começaram a segui-los. Ezequias foi tirado do carro e morto a tiros. Os assassinos também atiraram contra Fabiane, mas ela não foi atingida. Os dois indivíduos roubaram o celular e carteira da vítima, antes de fugirem. No momento do crime, Fabiane teria fingido estar morta.

A execução de Ezequias teria sido motivada por motivos passionais, pois Dorvino, que residia em Martha’s Vineyard desde 2004, mantinha um romance online com Fabiane. A morte brutal da vítima, que frequentava uma igreja evangélica na região de Mantenópolis, chocou a cidade. Dorvino teria prometido à Fabiane que a traria para os EUA para viverem juntos. Ela está presa numa penitenciária em Colatina (ES) e o comparsa Zeliano na cidade de São Domingos (ES). O matador de aluguel possui antecedentes criminais por outros crimes cometidos.

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