Ação internacional desbarata quadrilha de “coiotes” no Brasil

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A quadrilha é supostamente responsável pelo contrabando de dezenas de indivíduos oriundos da África Oriental e do Oriente Médio para o Brasil e, finalmente, para os EUA (ICE)

A coalisão localizou e prendeu no Brasil Abdifatah Hussein Ahmed (somaliano); Abdessalem Martani (argelino) e Mohsen Khademi Manesh (iraniano)

Uma quadrilha internacional de contrabando de pessoas com sede no Brasil foi desbaratada com a prisão de 3 supostos contrabandistas, após uma extensa investigação coordenada pelo Departamento de Imigração (ICE) dos EUA, o Departamento de Direitos Humanos do Setor Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da Polícia Federal do Brasil. As prisões foram anunciadas na terça-feira (20) pelas autoridades brasileiras e dos EUA.

A quadrilha é supostamente responsável pelo contrabando de dezenas de indivíduos oriundos da África Oriental e do Oriente Médio para o Brasil e, finalmente, para os Estados Unidos. A operação incluiu a execução de vários mandados de busca e a prisão de três traficantes de seres humanos que agiam no Brasil: Abdifatah Hussein Ahmed (somaliano); Abdessalem Martani (argelino) e Mohsen Khademi Manesh (iraniano).

“Organizações criminosas internacionais continuam a usar o contrabando de seres humanos como um meio para obter lucro, não importa quais sejam suas motivações. Os agentes especiais da HSI continuam comprometidos em interromper e desmantelar essas redes criminosas, que procuram subverter as leis de imigração dos Estados Unidos”, disse Jason J. Molina, agente especial no comando da HSI em Boston (MA), cujos agentes especiais lideraram os esforços de investigação interna.

“A HSI Boston, em colaboração com parceiros do Departamento de Justiça dos EUA e a aplicação da lei brasileira, continuam a combater o flagelo do contrabando internacional de pessoas através de operações bem sucedidas como esta. Não se enganem, as redes de contrabando ilícito destroem a santidade do nosso sistema, colocam em risco a vida de suas vítimas e representam uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos e do Brasil”, acrescentou.

“Elogiamos os esforços atuais de nossas parceiros brasileiros para tomar medidas decisivas sob as recentes leis de contrabando humano contra redes criminosas que operam e ameaçam a segurança nacional do Brasil, dos Estados Unidos e de outras nações”, disse o procurador-geral assistente Brian A. Benczkowski, da Divisão Criminal do Departamento de Justiça.

“Por meio desses tipos de esforços colaborativos com nossos parceiros em todo o mundo, mostramos a profundidade de nossa determinação coletiva de punir contrabandistas humanos internacionais responsáveis por suas atividades criminosas com todo o rigor da lei, seja por autoridades estrangeiras ou nos Estados Unidos”, continuou.

A assistência fornecida pelas autoridades dos EUA foi coordenada pelo programa “Extraterritorial Criminal Travel Strike Force” (ECT), uma parceria conjunta entre o Departamento de Justiça, a Divisão de Direitos Humanos e Processos Especiais da Divisão Criminal (HRSP) e o ICE/HSI. O programa ECT se concentra em redes de contrabando humano que podem apresentar riscos particulares à segurança nacional ou à segurança pública ou provocar graves preocupações humanitárias. A ECT tem recursos de investigação, inteligência e promotoria. Além disso, o órgão coordena e recebe assistência de outras agências governamentais dos EUA e autoridades de segurança estrangeiras.

A HSI de Boston (MA) liderou os esforços de apoio investigativo com o HSI de Brasília (DF), HSI de San Diego (CA), o programa de ITC da Unidade de Contrabando Humano da HSI, o Centro Internacional de Operações e Inteligência Criminal Organizada, o contato do HSI com o Departamento de Defesa dos EUA, Comando Sul dos EUA, Operação CITADEL, BITMAP e National Targeting Center – Investigações, o Departamento de Justiça, o HRSP da Divisão Criminal e o Escritório de Assuntos Internacionais forneceram assistência legal e de outra natureza significativa no caso.

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