Advogados de entregador de comida preso pelo ICE brigam em NY

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Pablo Villavicencio, casado e pai de 2 filhas, foi detido por agentes do Departamento de Imigração (ICE) em 1 de junho de 2018

Pablo Villavicencio foi denunciado à imigração quando entregava pizzas no Batalhão do Exército Fort Hamilton, no Brooklyn (NY)

Os advogados que representam o entregador de comida que foi quase deportado em 2018 depois de ter entregado uma pizza numa base militar no Brooklyn (NY) se desentenderam, conforme uma ação judicial. No tribunal, os advogados que defendem Pablo Villavicencio, de 36 anos, aparentavam fazer parte da mesma equipe, mas quando a audiência terminou, alguns ficaram do lado dele, que estava detido numa penitenciária da imigração, e outros do lado da esposa do réu.

Villavicencio, casado e pai de 2 filhas, foi detido por agentes do Departamento de Imigração (ICE) em 1 de junho de 2018 quando entregava pizzas no Batalhão do Exército Fort Hamilton. O imigrante indocumentado natural do Equador tornou-se “célebre” depois que o governo federal cancelou a apelação que resultou na liberação dele pelo ICE.

Entre os advogados de Villavicencio está Sarah Gillman, membro da Legal Aid Society que compareceu em diversas audiências para libertá-lo. Entretanto, Gillman, numa ação judicial, alega que foi sabotada por outra advogada, também da Legal Aid Society, Jennifer Williams, e teria desenvolvido uma “relação inapropriada” com a esposa de Villavicencio, Sandra Chica, cidadã dos EUA. Segundo a ação judicial, Williams tentou encorajar Chica a buscar o divórcio e cancelar a petição de legalização de Villavicencio junto ao ICE.

Isso ocorreu meses antes que Villavicencio fosse preso novamente, dessa vez por violência doméstica envolvendo Chica na residência do casal em Hempstead, Long Island (NY).

Gillman reclamou do “comportamento não ético” de Wlliams, lembrando a Legal Aid Society que Villavicencio era cliente dela, conforme a ação judicial. Gillman também reclamou sobre a atmosfera hostil no ambiente de trabalho que se formou durante a disputa e, antes que o ano acabasse, ela foi demitida.

Um representante da Legal Aid Society negou as acusações de Gillman.

“Nós acreditamos que essa alegação é totalmente infundada e aguardamos a oportunidade de provar isso no tribunal”, informou o órgão através de um comunicado.

 

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