Atendentes do DMV assumem culpa por fraude de identidade e propina

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As ex-atendentes Kari Scattaglia e Lisa Terraciano trabalharam em escritórios do DMV na jurisdição de Sacramento (CA)

Kari Scattaglia e Lisa Terraciano assumiram ter recebido dinheiro e alterado dados no sistema de computadores para emitir carteiras de motorista CDL

Na sexta-feira (26), a atendente do Departamento de Veículos Auto Motores (DMV), Kari Scattaglia, de 40 anos, moradora em Sylmar (CA), foi condenada a 2 anos e 8 meses de prisão. Ela foi considerada culpada de receber propina para conceder carteiras de motorista comerciais Classe A sem o cliente ter passar nos testes exigidos.

Scattaglia e outra funcionária do DMV, Lisa Terraciano, de 52 anos, moradora em North Hollywood, assumiu a culpa em 3 de novembro de 2017 por ter conspirado para aceitar propina, cometer fraude de identidade e acesso não autorizado a um computador.

“Os indivíduos em posições de confiança que exploram as leis federais e estaduais para benefício próprio representam ameaça à segurança nacional”, disse Jerry C. Templet Jr., agente interino do Departamento de Investigações de Segurança Nacional (HSI), nas jurisdições de San Francisco e Norte da Califórnia. “O HSI continuará trabalhando com os nossos parceiros municipais, estaduais e federais para investigar esse tipo de casos envolvendo corrupção pública e levar essas pessoas à justiça”.

Segundo documentos apresentados no tribunal, desde abril de 2007, Scattaglia trabalhava no DMV. Entre 2014 e 2017, ela foi gerente, assistente de gerente e examinadora de registro de licenças (LRE), nos Arleta DMV e Granada Hills Driver License Processing Center. Já Terraciano trabalhava no DMV desde junho de 2005 e era representante do Motor Veículos (MRV) em Winnetka DMV entre 2014 e 2017. Entre outras coisas, Scattaglia e Terraciano eram responsáveis por processar aplicações para as carteiras de motoristas comerciais na Califórnia (CDLs). Uma carteira CDL é necessária para dirigir ônibus de passageiros e caminhões no estado ou rodovias federais, incluindo, em alguns casos, o transporte de substâncias perigosas.

Em troca de dinheiro, Scattaglia e Terraciano acessavam os arquivos em Sacramento para alterar os dados dos candidatos e indicar que eles tinham passado nos testes escritos exigidos quando na verdade eles não haviam passado ou sequer fizeram os testes. Ao fazerem isso, o DMV emitia as carteiras com dados fraudulentos.

Conforme o acordo judicial, Scattaglia emitiu pelo menos 68 CDLs fraudulentas, incluindo permissões, e Terraciano emitiu pelo menos 148 CDLs fraudulentas, incluindo licenças. Terraciano pode ser condenada a até 5 anos de prisão e pagar multa de US$ 250 mil, ficando a critério do tribunal.

 

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