Ativistas lutam para salvar casa de Martin Luther King

Foto20 Casa de Martin Luther King Jr.  Ativistas lutam para salvar casa de Martin Luther King
Quando morava na 753 Walnut St. (esq.), em Camden, Martin Luther King Jr. foi vítima de racismo no Estado Jardim

O defensor dos direitos civis morou no imóvel entre 1949 e 1951

Uma casa com janelas e portas fechadas por tapumes na Walnut Street, em Camden, à primeira vista, não desperta interesse das pessoas que diariamente passam em frente a ela. Entretanto, ativistas comunitários ainda nutrem a esperança de que o imóvel seja inscrito no Registro Nacional de Lugares Históricos. O líder do movimento pelos direitos civis, Martin Luther King Jr., morou na casa entre 1949 e 1951 quando ainda era estudante no Crizer Theological Seminary, do outro lado do rio Delaware, em Chester (PA).

Apesar dos vários anos de esforços para incluir o imóvel no registro histórico, o futuro ainda é incerto. A casa não é habitada há 2 décadas. Os debates sobre a importância histórica da estrutura tem tornado o processo moroso, impedindo que ela receba aprovação estadual  para ser movida ao nível federal e assim avaliada para registro.

Os pesquisadores argumentam que a casa tem valor histórico significativo não simplesmente porque Martin Luther King Jr. morou lá, mas especialmente porque ele sofreu discriminação racial em outra cidade de New Jersey enquanto vivia no local. King e um colega de classe alegaram que Ernest Nichols, dono da taverna Maple Shade, se recusou a atender os jovens e as namoradas deles numa noite de junho de 1950. Nichols teria disparado uma pistola para o alto para intimidar o grupo quando eles protestaram. Quando King e o colega preencheram o boletim de ocorrência policial, o ativista tinha 21 anos de idade e citou como endereço 753 Walnut Street, Camden, conforme arquivos.

O caso contra Nichols foi cancelado quando três testemunhas brancas se recusaram a prestar depoimento. O advogado de defesa do dono da taverna alegou que um dos amigos de King teria tentado forçar Nichols a vender-lhes bebida alcóolica num domingo, o que na época era ilegal.

Em outubro de 2016, a Comissão de Preservação Histórica de Camden aprovou a propriedade para reconhecimento.

 

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