Brasileiro é acusado de matar esposa a facadas em NH

Foto19 Emerson Jaques e Nathalia da Paixao Brasileiro é acusado de matar esposa a facadas em NH
Emerson Jaques Figueiredo e Nathalia da Paixão moravam com o casal de filhos no Edgewood Heights Condo Associates em Branch Turnpike (Foto: Facebook)

Emerson Jaques Figueiredo, de 42 anos, teria golpeado fatalmente a mulher, Nathalia da Paixão, de 35 anos

O imigrante Emerson Jaques Figueiredo, de 42 anos, natural de Governador Valadares (MG), é acusado de ter matado a facadas a esposa, Nathalia da Paixão, de 35 anos, natural da mesma cidade, na residência do casal, um condomínio de apartamentos em Concord (NH). O incidente ocorreu na tarde de domingo (28) e abalou a comunidade local. As informações são do canal de TV local CBS e do jornal Concord Monitor.

Através de um comunicado, o Procurador Geral de Justiça Gordon McDonald detalhou que a polícia foi acionada no complexo de prédios, através do serviço de emergências (911), por diversas pessoas. A vítima foi encontrada fora do apartamento.

Figueiredo foi preso e acusado de homicídio em 2º grau. Ele está agendado para comparecer à audiência preliminar na Corte Superior do Condado de Merrimack, na segunda-feira (29). O réu está detido e sem direito à fiança.

Uma das testemunhas alegou que Figueiredo causou deliberadamente a morte da esposa ao esfaqueá-la diversas vezes e outras que ele a matou “em circunstâncias que manifestam uma indiferença extrema pelo valor da vida humana”.

. O crime:

A polícia recebeu várias ligações através do 911 denunciando um tumulto no Edgewood Heights Condo Associates em Branch Turnpike. Do lado de fora do condomínio, os agentes encontraram Nathalia esfaqueada, informaram as autoridades. Ela foi levada imediatamente ao Concord Hospital, onde faleceu logo após de ter dado entrada.

Uma autópsia será realizada pelo Instituto Médico Legal, na segunda-feira (29). Emerson está preso e sem direito à fiança. O casal tem 2 filhos, uma menina de 13 anos e um menino de 10 anos, que estavam no estacionamento do condomínio quando o pai foi preso. As crianças foram levadas para a casa de parentes em Nashua (NH). Vizinhos teriam ouvido o casal discutindo na casa onde moravam. Eles teriam visto Emerson esfaqueando e chutando a vítima.

. Ciumento:

O casal frequentava a igreja El Shekinah, de Nashua, e era tido como bastante religioso pelos conhecidos. Emerson, segundo testemunhas, seria um bom homem, mas muito ciumento e que pode ter “surtado”. A vítima trabalhava na limpeza de casas e vendia suplementos alimentares. Ele permanecerá preso até o julgamento. Em maio o Estado de New Hampshire aboliu a pena de morte, mas, devido à gravidade do crime, o valadarense pode ser condenado até à prisão perpétua.

O Departamento de Polícia de Concord (CPD) pede que qualquer informação sobre o caso seja enviada ao Tenente Sean Ford através do tel.: 225-8600 ou da Concord Regional Crimeline: 226-3100.

O escritório da Procuradoria Geral de Justiça e a Polícia Estadual de New Hampshire também estão auxiliando o Departamento de Polícia de Concord com um caso não relacionado também ocorrido na Concord Street.

. Outro caso fatal envolvendo brasileiros:

Esse é o segundo caso de “feminicídio” envolvendo imigrantes brasileiros na região da Nova Inglaterra.  Em 31 de maio, Antônio Lucas, de 40 anos, disse à polícia que estava aborrecido com Cleucilene Alves da Silva, de 41 anos, natural de Açucena (MG), moradora em Worcester (MA), e, por isso, a golpeou com uma faca de cozinha, informaram os promotores públicos. Abalada, a família da vítima ainda procura respostas para o crime brutal ocorrido na residência onde o suspeito e a ex-namorada moravam, apesar de não estarem mais juntos. Ela deixou 2 filhos, Lucas Getúlio Silva, de 21 anos, que há 1 ano e meio juntou-se à mãe nos EUA, e Philipe Getúlio Silva, de 18 anos, que mora no Brasil.

Em 3 de junho, Antônio Lucas compareceu à audiência preliminar na Corte Central Distrital de Worcester, onde ouviu oficialmente a acusação de homicídio. “Eu não sei se ele (o réu) teve os seus direitos Miranda lidos”, disse Blake J. Rubin, advogado de defesa. “Eu posso dizer-lhe isso: Há uma barreira de linguagem. O primeiro idioma do meu cliente é o português. Ele sabe um pouco de inglês. Eu não sei, até esse momento, as circunstâncias do depoimento”.

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