Brasileiro pega 10 anos de prisão por matar conterrâneo em MA

Foto1 Jusselo Dias dos Reis 002 1 Brasileiro pega 10 anos de prisão por matar conterrâneo em MAO mineiro Jusselo Dias dos Reis, de 46 anos, matou a facadas Geraldo Carlos do Amaral, de 49 anos, em 16 de julho de 2017

Na segunda-feira (16), Jusselo Dias dos Reis, de 46 anos, natural de Tarumirim (MG), morador em Milford (MA), inicialmente acusado de assassinato em 2º grau em 2017, foi sentenciado a 10 anos de detenção depois de assumir a culpa por homicídio voluntário, perante a Corte Superior de Worcester.  O brasileiro foi acusado em 16 de julho de 2017 de esfaquear fatalmente Geraldo Carlos do Amaral, de 49 anos, num apartamento na 42 North Bow St., em Milford, onde ele estava hospedado na residência de um amigo.

Antigo morador no bairro Caravelas, em Ipatinga (MG), o tarumirirense Jusselo, conhecido pelo apelido de “Piquete”, foi considerado culpado de matar Geraldo Carlos. A vítima, conhecida como “Coxinha”, morava há 14 anos nos EUA e deixou 2 filhos, um no Brasil e outro no país.

O promotor público assistente, Joseph A. Simmons, relatou ao Juiz David Ricciardone que o réu golpeou a vítima 5 vezes com uma faca durante uma briga ocorrida depois que ambos haviam consumido bebidas alcóolicas. O promotor acrescentou que Geraldo, que morreu em decorrência das feridas no torso e extremidades, segurava uma placa no momento da briga.

Os promotores concordaram em reduzir a acusação de assassinato em 2º grau para homicídio conforme um acordo, entretanto, o advogado de defesa do réu, Randall K. Power, discordou da sentença que seria imposta. Simmons recomendou que Reis fosse condenado entre 10 a 12 anos de reclusão, enquanto Power pediu ao Juiz para impor a sentença de 8 a 9 anos de prisão. A sentença máxima para homicídio é 20 anos de detenção.

Ricciardone impôs a pena de 9 a 10 anos de prisão concedendo ao réu crédito pelos 793 dias (2 anos e 1 mês) já cumpridos. Power alegou que o cliente dele estava nos EUA ilegalmente e, portanto, tende a ser deportado depois de ter cumprido a sentença.

A briga que levou à morte de Geraldo começou depois que ele mostrou a Jusselo uma mensagem de texto que havia sido enviada a ele pela ex-namorada do réu, relatou Simmons. A tal mensagem citaria “um encontro” entre a ex-namorada do réu e a vítima, detalhou o advogado.

O Promotor Público acrescentou que Amaral começou a debochar de Reis e rir dele, fazendo com que ambos entrassem em luta corporal no interior do apartamento do amigo de ambos, José Dias Ferreira. Geraldo chutava Jusselo quando José apartou a briga. Então, Reis pegou uma faca  e caminhou em direção de Amaral como se quisesse continuar a briga, disse Simmons no tribunal.

Ele acrescentou que Ferreira disse a Reis que largasse a faca, tirou Geraldo do apartamento e trancou a porta. Jusselo então colocou a faca sobre um balcão. Entretanto, o telefone celular, a carteira e óculos de Amaral ficaram para trás no apartamento, fazendo com que ele retornasse ao local da briga. Ele bateu à porta e Ferreira devolveu os pertences dele.

Nesse momento, Jusselo empurrou José e foi para o lado de fora, relatou Simmons. O promotor detalhou que câmeras de segurança filmaram o réu do lado de fora do apartamento segurando uma faca e Geraldo segurando uma placa. A vítima segurava a placa quando o réu caminhava em direção à ela. Durante a luta corporal, Amaral tentou pegar a placa enquanto Reis corre em direção à porta.

“O réu entra no apartamento e bate a porta, enquanto Amaral corre em direção à ela. A porta abre e os dois se confrontam rapidamente até que a porta é fechada novamente. Amaral abre a porta e é golpeado pelo réu. Os dois homens entram no apartamento e a porta permanece aberta. Instantes depois, o réu sai com uma faca na mão”, relatou Simmons.

Ferreira sai do banheiro e vê Reis golpear Amaral enquanto ele rastejava para fugir dos golpes, segundo o promotor. Simmons detalhou que Reis continuava dizendo: “Eu vou te matar”, enquanto golpeava a vítima.

Após o crime, Jusselo fugiu para o bairro do Ironbound, em Newark (NJ), mas foi encontrado e detido 2 dias depois, após os investigadores terem recebido a denúncia de que ele estava escondido numa casa na cidade.

 

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