Controvérsia: Assassino de policiais reentrou nos EUA no governo Bush

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Luís Bracamontes retornou clandestinamente aos EUA pelo menos 6 anos antes na administração Bush

O Presidente Donald Trump culpou os legisladores democratas pela reentrada clandestina de Luís Bracamontes no país

Na quarta-feira (31), o Presidente Donald Trump postou no Twitter um vídeo com o objetivo de disseminar o medo da imigração clandestina a poucos dias das eleições intermediárias, na terça-feira (6). Nesse pleito, o Partido Democrata tem a oportunidade de conquistar a liderança na Câmara dos Deputados e, remotamente, o Senado. A propaganda, que gerou comparações com o anúncio infame de Willie Horton pelo teor racista, exibe Luís Bracamontes, um imigrante indocumentado que foi julgado e condenado à morte por ter matado a tiro dois policiais em Sacramento (CA).

“Os democratas deixam eles (indocumentados) ficar!” Declara a propaganda. “É ultrajante o que os democratas estão fazendo com o nosso país. Vote nos republicanos agora!”

Entretanto, essa não é a história. Luís foi inicialmente deportado para o México em 1997, durante a administração Clinton, após ter sido flagrado vendendo drogas. Mas, segundo as autoridades migratórias, ele conseguiu retornar aos EUA em 2001, quando foi deportado pela 2ª vez por estar ilegalmente no país. Isso ocorreu durante o 1º ano da administração Bush. Bracamontes retornou ao país em 2002. Ele casou-se com uma cidadã americana e permaneceu nos EUA mesmo quando a administração Bush deportava pessoas em escala recorde, superada apenas pela administração Obama.

Quando Luís atirou e matou 2 policiais em 2014, ele havia sido deportado 1 vez durante uma administração democrata e outra vez durante 1 administração republicana. Ele retornou clandestinamente aos EUA pelo menos 6 anos antes na administração Bush e 5 anos na administração Obama.

O vídeo de Trump não menciona que Luís matou 2 policiais em 2014 utilizando um rifle de assalto AR-15, arma que ele e os republicanos vêm há muito tempo evitando banir o acesso ao público. O AR-15 tem sido a arma de fogo preferida dos assassinos em massa. Ela foi utilizada pelo maníaco que matou 11 pessoas numa sinagoga em Pittsburgh semana passada. O criminoso nasceu nos EUA e, diferente de Bracamontes, não foi mencionado no comercial ou Twitter.

 

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