Diretor do ICE critica políticas “santuário”

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“Já é hora de deixar de lado toda a retórica política e ouvir os fatos; e o fato é que as pessoas são feridas e vitimadas todos os dias”, disse Albence

Matthew T. Albence, realizou uma entrevista coletiva na Casa Branca, na quinta-feira (26)

O diretor interino do Departamento de Imigração & Alfândega (ICE), Matthew T. Albence, realizou uma entrevista coletiva na Casa Branca, na quinta-feira (26), para explicar como as políticas “santuário” ameaçam a segurança pública e pediu ao público que responsabilize seus legisladores locais. Durante o encontro, ele deixou claro que as jurisdições locais nos EUA que se recusam a cooperar com o ICE são cúmplices nos crimes cometidos por estrangeiros que, de outra forma, poderiam ter sido presos e deportados.

De acordo com a lei federal, o ICE tem autoridade para emitir ordens de prisão com policiais  parceiros que têm a custódia de indivíduos presos sob acusações criminais e que o ICE provavelmente acredita que são estrangeiros passíveis de deportação. O formulário de detenção solicita à outra agência que notifique o ICE antes da liberação e mantenha a custódia do estrangeiro por um breve período, para que o ICE possa tomar a custódia dessa pessoa em um ambiente seguro após a liberação. Nos EUA, várias jurisdições se recusam a acatar os pedidos de detenção e, em vez disso, optam por liberar voluntariamente os criminosos de volta às suas comunidades locais, onde são livres para agir, segundo Albence.

O diretor interino deixou claro que as jurisdições estaduais e locais que se recusam a cooperar com a imigração não apenas falham em seu dever de proteger a segurança pública, mas obrigam o ICE a ser mais visível nessas áreas.

“Como profissionais da aplicação da lei, é frustrante ver atos de violência e outras atividades criminosas acontecerem em nossas comunidades, sabendo que o ICE poderia tê-los impedido com apenas um pouco de cooperação”, disse Albence. “Para o público, que quer viver e criar sua família em bairros seguros, pedimos que responsabilize seus legisladores antes que você ou alguém que você ame seja vitimado desnecessariamente por um criminoso que o ICE poderia ter removido do país”.

Albence citou alguns exemplos dos riscos impostos pelas leis e políticas que restringem a cooperação com o ICE:

Em setembro de 2019, oficiais do ICE prenderam Jose Alejandro Lopez Gutierrez, de 56 anos, no Colorado. Ele, cidadão mexicano, foi preso e registrado na penitenciária do Condado de Boulder (CO) após prisão por agressão sexual contra uma criança. O ICE apresentou uma ordem de prisão em nome dele em maio de 2019, mas a Penitenciária do Condado de Boulder o libertou três dias depois sem notificar a ICE. Ele já havia sido deportado anteriormente.

Em janeiro de 2019, o Gabinete do Xerife do Condado de Mecklemburgo prendeu Angel Diaz Vera, de 40 anos, mexicano, por dirigir embriagado (DWI). O ICE apresentou uma ordem de prisão, mas ele foi liberado. Em junho de 2019, o Gabinete do Xerife do Condado de Mecklemburgo prendeu novamente Vera em duas acusações de agressão a uma mulher, agressão por estrangulamento, agressão com arma mortal e DWI. Ele foi novamente libertado do condado de Mecklenburg, apesar de o ICE ter emitido outra ordem de prisão, mas ele permanece foragido.

“Já é hora de deixar de lado toda a retórica política e ouvir os fatos; e o fato é que as pessoas são feridas e vitimadas todos os dias por causa de jurisdições que se recusam a cooperar com o ICE”, disse Albence.

 

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