EUA não é “fértil” o suficiente para manter-se sem os imigrantes

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Os dados sugerem que o número total de nascimentos nos EUA em 2017 foi 2% mais baixo que no ano anterior

A estabilidade populacional é importante e gerou a dependência na imigração em países como os Estados Unidos  

Em 2017, o índice de nascimentos nos EUA foi o mais baixo desde 1978, segundo dados do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS). O declínio na fertilidade nos últimos anos indica que a população no país não é capaz de se repor somente através da reprodução.

As últimas estatísticas foram baseadas em dados colhidos nos registros de nascimento em todos  os EUA, o qual totaliza 99% de todos os nascimentos registrados no país. Isso sugere que o número total de nascimentos nos EUA em 2017 foi 2% mais baixo que no ano anterior. Hoje, ao longo da vida de cada grupo de 1 mil mulheres, ocorrem cerca de 1.764 nascimentos, ou seja, não é o suficiente para repor a população.

“Isso não me surpreende”, disse Kevin Doody, do Centro de Reprodução Assistida no Texas. “Os países mais desenvolvidos também estão vivenciando esse mesmo fenômeno”.

A estabilidade populacional é importante e gerou a dependência na imigração em países como os EUA, detalhou Kevin. “A imigração permitiu o aumento populacional em ritmo saudável. Sem isso, a população encolheria e grande parte dela envelhecerá; o que vemos em lugares como o Japão”.

Como resultado disso, o Japão corre o risco de enfrentar problemas econômicos devido ao declínio da mão-de-obra e a velhice da população que precisa de mais cuidados de saúde.

“A boa noticia é que o declínio também tem a ver com a queda do índice de gravidez entre as adolescentes; o que vem sendo combatido”, disse Amy Sparks, da Universidade de Iowa. O índice de partos de jovens com idade entre 15 e 19 anos vem caindo continuamente desde a década de 90 e caiu 7% entre 2016 e 2017. Comparado com 1991, o índice de gravidez nessa faixa etária caiu 70%.

“Com o acesso ao Affordable Care Act, tem havia o acesso maior ao controle de natalidade”, o que provavelmente deve ter contribuído para o declínio, disse Sparks. “Além disso, isso pode ser consequência de melhor nível educacional”.

Entretanto, o índice de nascimento entre mulheres de 40 a 44 anos de idade aumentou 2% entre 2016 e 2017. “Felizmente, tecnologias de auxílio reprodutivo permitem muitas mulheres engravidar”, disse Doody. “Mas muitos bebês nascidos de mulheres nos 40 anos não são geneticamente relacionados à elas; pois são concebidos geralmente por doadoras de óvulos”.

Em 2017, também aumentou o número de bebês que nasceram prematuramente ou com peso abaixo do ideal. Esses fatores podem estar ligados ao fato de mulheres estarem dando a luz com mais idade, detalhou Kevin. “Mesmo que você esteja utilizando o óvulo de uma mulher de 23 anos, você ainda tenderá a sofrer de pressão alta na gravidez e isso pode levar ao parto prematuro”.

 

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