Barreira contra a possibilidade de Impeachment de Trump começa a “ruir”

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Nas últimas semanas, tornou-se claro que as tentativas de Trump de bloquear a investigação liderada por legisladores democratas estão falhando

Vários diplomatas de carreira da administração Trump e autoridades sêniores relataram uma enxurrada de revelações ao Comitê de Impeachment

A mensagem da Casa Branca aos investigadores do Comitê de Impeachment da Câmara dos Deputados Federais, semana passada, foi clara: Não mais testemunhas ou documentos para um “tribunal oportunista e totalmente comprometido”. Entretanto, uma semana depois, tornou-se claro que as tentativas do Presidente Donald Trump de bloquear a investigação liderada por democratas, que pôs em risco a administração dele e envolveu boa parte do circulo dele, está desmoronando.

Um a um, uma fila de diplomatas de carreira da administração Trump e autoridades sêniores relataram uma enxurrada de revelações. Esses depoimentos confirmam e ampliam os detalhes na denúncia do delator que deu início à investigação de impeachment, a qual o Presidente abusou o poder dele ao convocar a Ucrânia para ajuda-lo na eleição presidencial de 2020.

As últimas revelações ocorreram na quarta-feira (16), quando o antigo Secretário de Estado Mike Pompeo citou o que ele considerou ser um Departamento de Estado desmoralizado, onde diplomatas de carreira foram postos de lado e outros pressionados a utilizarem seus cargos “avançar objetivos políticos domésticos”. Durante 6 horas de testemunho voluntário, o ex-conselheiro, Michael McKinley, disse aos investigadores do impeachment que ele pediu de missão do cargo de conselheiro sênior de Pompeo devido à crescente frustração com o tratamento dado pela administração Trump aos diplomatas e a incapacidade de apoiá-los durante os interrogatórios de impeachment.

Na quinta-feira (17), os democratas ouviram Gordon D. Sondland, embaixador dos EUA na União Europeia, uma das figuras centrais na pressão de campanha do Presidente sobre a Ucrânia. Ele relatou que Trump não pretendia convidar o Presidente Volodymyr Zelenskiy para um encontro no Salão Oval ao menos que Zelenskiy prometesse iniciar uma investigação que beneficiasse politicamente o atual presidente dos EUA. Trump Os investigadores avaliam se Trump utilizou a política externa para se beneficiar politicamente nos EUA.

Legisladores democratas instruíram William B. Taylor Jr., um dos diplomatas dos EUA principais na Ucrânia, a comparecer perante o comitê na próxima terça-feira (22). Mensagens de texto usadas como parte do interrogatório indicam que Taylor estava profundamente incomodado com o que ele considerava um esforço dos auxiliares de Trump de usar o pacote de US$ 391 milhões em assistência de segurança em troca de favores políticos, considerando “louca” a possibilidade de isso ter acontecido.

Todos os três indivíduos são exemplo do que pode acontecer quando o Congresso consegue interrogar testemunhas relacionadas à investigação rápida e cujo alvo é o Presidente. A Casa Branca tem tido mais sucesso no bloqueio de documentos ligados ao caso, entretanto, Trump e os advogados dele tinha a esperança de usar o poder da administração para impedir que diplomatas antigos e atuais, além de auxiliares da Casa Branca não testemunhassem perante o Comitê de Impeachment. Ainda assim, o Presidente não tem sido capaz de evita-lo.

Para Trump, que é famoso por exigir lealdade absoluta das pessoas que o cercam, as notícias negativas diárias ou até de hora em hora contrasta com o sucesso anterior em controlar as informações sobre a administração atual que chegam aos ouvidos do Congresso.

 

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