O muro: Até Fox News considera “erro” promessa de campanha de Trump

Foto30 Lou Dobbs O muro: Até Fox News considera “erro” promessa de campanha de Trump
“A base dele (Trump) está esperando um muro. Eles esperam que a imigração ilegal seja interrompida”, explicou Dobbs em seu programa da Fox Business Network

Nem uma única milha de cerca foi construída e até os aliados do Presidente estão começando a se afastar do “fiasco”

“As bases vêm e as bases vão”. Esse foi o aviso ameaçador recentemente entregue ao Presidente Trump por Lou Dobbs, talvez o mais alto bajulador de mídia de Trump.

“A base dele está esperando um muro. Eles esperam que a imigração ilegal seja interrompida”, explicou Dobbs em seu programa da Fox Business Network. “Mas, meu Deus, novembro de 2020 está chegando a um ritmo alarmante!”

Desde que tomou posse em 2017, nenhuma nova milha do muro na fronteira com o México, prometido por Trump, foi construída.

Apesar de apostar toda a sua campanha presidencial com a promessa de que ele construiria um “grande e belo muro” na fronteira EUA-México e faria o México pagar por isso, até agora, tudo o que seu governo conseguiu realizar é a substituição de cerca de 100 km de barreiras existentes em ruínas com novas cercas. Além disso, a guerra de Trump contra a imigração clandestina parece mais restrição à imigração legal contra refugiados de guerra, requerentes de asilo e trabalhadores de alta tecnologia. A batalha dele contra a imigração ilegal se mostrou infrutífera e o muro ao longo da fronteira com o país vizinho oficialmente um fracasso.

Uma sólida maioria dos americanos pesquisados ainda não apoia o esforço do Presidente para construir um muro na fronteira, mesmo que o apoio à permissão de refugiados da América Central, um grupo que Trump tem demonizado repetidamente como criminosos violentos, tenha se destacado entre todos os grupos de eleitores, até entre republicanos e independentes. Além disso, o número de pessoas que apoiam mais imigração aumentou de 21% para um recorde de 30% desde que Trump tomou posse. Novamente, isso inclui os eleitores republicanos, que passaram de 11% a favor do aumento da imigração em 2016 para 16% a favor em 2019.

A impopularidade generalizada do muro, no entanto, não impediu a busca de Trump para saciar a sede de sua base eleitoral xenofóbica.

Depois que o governo fechou parcialmente por 35 dias devido à incapacidade de Trump de fechar um acordo com o Congresso para financiar seu muro, ele declarou a necessidade de declarar emergência nacional para ter acesso às verbas destinadas a projetos de construção militar aprovados anteriormente. Os democratas imediatamente entraram com uma ação no tribunal federal, argumentando que é ilegal para o Poder Executivo gastar dinheiro que o Congresso não liberou. Entretanto, a Suprema Corte, com dois novos juízes escolhidos por Trump, permitiu a construção do muro enquanto a luta judicial se desenrola.

Nesta semana, o Pentágono descreveu exatamente quais projetos de construção militar terão a verba cortada para que Trump possa finalmente começar a construção de cerca de 175 milhas de muro, cerca de 8% da fronteira de quase 3 mil milhas entre EUA-México.

Parece que 127 projetos militares em 23 estados, incluindo potenciais campos de batalha em 2020 como Arizona, Colorado, Flórida, Novo México, Carolina do Norte, Texas e Wisconsin, foram essencialmente descartados para pagar pelo projeto preferido de Trump, no valor de US$ 3,6 bilhões. Os projetos financiados incluem escolas para filhos de militares e projetos destinados a impedir a agressão russa na Europa. Um alto funcionário da defesa disse à rede de notícias CNN que dos US$ 400 milhões em fundos a serem redirecionados de Porto Rico, sendo “a maioria dos projetos resultado do furacão Maria”.

A decisou levou até os republicanos a se manifestarem contra Trump. Outros senadores republicanos foram colocados na posição inviável de ter que defender seus votos por apoiar o ataque de Trump ao financiamento militar em época de reeleição. Martha McSally, do Arizona, Cory Gardner, do Colorado, e Thom Tillis, da Carolina do Norte; três dos candidatos mais vulneráveis do Partido Republicano às eleições em 2020, terão que explicar a rendição ao presidente, enquanto enfrentam opositores democratas motivados e bem financiados.

A situação de McSally já é precária; pois ela foi nomeada para a vaga no Senado deixada pela morte de John McCain, depois de perder para a Senadora Kyrsten Sinema, uma democrata, em 2018.

 

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