Jean Wyllys lecionará e fará pesquisa sobre “Fake News” em Harvard

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Jean Wyllys adiantou que aprofundará uma pesquisa sobre o “Fake News” e sua relação com os discursos de ódio contra as minorias sociais, étnicas e sexuais

O ex-parlamentar aprofundará os estudos no Instituto de Pesquisa Afro-Latino-Americanos na universidade

Jean Wyllys, ex-deputado federal e defensor das causas LGBTQ, retornará ao mundo acadêmico realizando uma pesquisa sobre o fenômeno “Fake News” (notícias falsas) na renomada Universidade de Harvard, em Massachusetts. A instituição de ensino é considerada uma das mais importantes do mundo e diversos presidentes dos EUA, líderes mundiais, bilionários e cientistas estão entre seus ex-alunos.

Wyllys adiantou que aprofundará uma pesquisa sobre o “Fake News” e sua relação com os discursos de ódio contra as minorias sociais, étnicas e sexuais. O trabalho, já iniciado pela Fundação Open Society, durará um semestre. Além disso, ele lecionará algumas aulas sobre o assunto na universidade.

Na segunda-feira (9), o ex-parlamentar postou no Instagram os planos. O estudo ocorrerá no Instituto de Pesquisa Afro-Latino-Americanos na universidade. Ainda na postagem, ele citou a estrofe de uma canção de autoria do compositor Jorge Portugal e interpretada por Maria Bethânia:

“Quanto mais a gente ensina mais aprende o que ensinou! (…) Pois trocar vida com vida é somar na dividida, multiplicando o amor, pra que o sonho dessa gente não seja mais afluente do medo em que se desaguou”, postou Wyllys.

Apesar de ter sido eleito pela 3ª vez nas últimas eleições, Jean decidiu não assumir o cargo, devido às ameaças de morte de vinha recebendo, e decidiu sair do Brasil. Em entrevista ao jornal Globo, ele citou que “posso andar livremente pela rua sem escolta, viajar de metrô, ter uma vida social normal, sem ser ameaçado ao agredido na rua. Mas não é fácil e têm momentos em que fico triste, porque fui obrigado a me afastar da minha família, dos meus amigos, até dos meus livros, que ficaram no Brasil”.

. O fenômeno “Fake News”

Notícias falsas (fake news) são uma forma de imprensa marrom que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio ou ainda online, como nas mídias sociais. Este tipo de notícia é escrito e publicado com a intenção de enganar, a fim de se obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar a atenção. O conteúdo intencionalmente enganoso e falso é diferente da sátira ou paródia. Estas notícias, muitas vezes, empregam manchetes atraentes ou inteiramente fabricadas para aumentar o número de leitores, compartilhamento e taxas de clique na internet. Neste último caso, é semelhante às manchetes “clickbait” (clique isca) e se baseia em receitas de publicidade geradas a partir desta atividade, independentemente da veracidade das histórias publicadas. As notícias falsas também prejudicam a cobertura profissional da imprensa e torna mais difícil para os jornalistas cobrirem notícias significativas.

O fácil acesso online ao lucro de anúncios online, o aumento da polarização política e da popularidade das redes sociais, principalmente a linha do tempo do Facebook, têm implicado na propagação de notícias deste gênero. A quantidade de sites com notícias falsas, anonimamente hospedados e a falta de editores conhecidos também vêm crescendo, porque isso torna difícil processar os autores por calúnia. A relevância dessas notícias aumentou em uma realidade política “pós-verdade”. Em resposta, os pesquisadores têm estudado o desenvolvimento de uma “vacina” psicológica para ajudar as pessoas a detectar falsas informações.

 

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