Na busca do estrelato, brasileiras eram mantidas em bordel, diz polícia

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As brasileiras foram atraídas até Seoul (detalhe), onde tiveram seus passaportes confiscados e mantidas em cativeiros nas cidades de Ilsan e Paju

As vítimas acabaram reféns de uma rede internacional de prostituição, segundo as autoridades sul coreanas

Um grupo de brasileiras que viajou à Coréia do Sul na esperança de conquistar o sucesso no mundo do entretenimento jovem (K-pop) acabaram reféns de uma rede internacional de prostituição, segundo a polícia do país. Sete brasileiras com idades entre 20 e 30 anos foram resgatadas de bordéis como resultado de batidas realizadas em agosto. Além disso, 5 indivíduos foram detidos sob a acusação de organizar prostituição e tráfico de mulheres.

As brasileiras foram atraídas à Coreia do Sul no início de julho, após contatarem um homem nas redes sociais que ofereceu à elas viagens grátis e de ida e volta, relatou um porta-voz da polícia.

“As mulheres foram informadas que poderiam ser modelos ou que seriam sustentadas para se tornarem cantoras populares (K-pop)”, acrescentou.

Entretanto, uma vez que chegaram à Coréia do Sul, a estória mudava. Os passaportes das vítimas eram confiscados e elas mantidas em cativeiro nas cidades de Ilsan e Paju, localizadas ao norte de Seoul. Elas teriam sido vendidas para casas de massagens por $2 milhões de won (US$ 1.650) cada.

A polícia foi informada da situação em agosto, depois que uma brasileira telefonou a Embaixada do Brasil na Coréia do Sul pedindo para ser resgatada. Os policiais realizaram uma batida na casa de massagens em Ilsan, onde encontraram 3 brasileiras. Poucos dias depois, os agentes resgataram mais 4 brasileiras em Paju. As mulheres foram levadas a um abrigo e pareciam “traumatizadas”, relataram as autoridades.

A polícia ainda investiga a dimensão do esquema.

“Nós achamos que possa haver mais pessoas envolvidas na operação e, possivelmente, alguém acima que organizava isso”, disse um policial, frisando ser raro ver vítimas sul-americanas no tráfico sexual na Coréia do Sul.

Ao longo dos últimos anos, a indústria do entretenimento na Coréia do Sul, que movimenta US$ 4.7 bilhões, conquistou audiência internacional disposta a consumir os filmes, música e produtos de beleza do país. Muitos cantores e dançarinos jovens tentam conquistar a fama nesse mercado altamente competitivo e ídolos do K-pop geralmente passam por treinamento rigoroso desde bastante jovens.

A promessa de sucesso nessa indústria em expansão tem atraído talentos de outros países, incluindo a estrela do Blackpink Lisa, natural da Tailândia.

 

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