Na Flórida, Damares defende indicação de filho de Bolsonaro em Embaixada

Foto17 Joao Mendes Damares Alves e Urbano Santos Na Flórida, Damares defende indicação de filho de Bolsonaro em Embaixada
Damares Alves posou ao lado de Embaixador João Mendes e Urbano Santos, presidente do CCB, em Pompano Beach (FL) (Foto: Facebook)

Damares Alves citou as credenciais de Eduardo Bolsonaro dizendo que o filho do Presidente é um jovem “inteligente e culto”

Durante visita ao Centro Comunitário Brasileiro (CCB), em Pompano Beach (FL), a ministra da Mulher, Família & Direitos Humanos, Damares Alves, defendeu a indicação de Eduardo Bolsonaro, que não possui formação diplomática, para chefiar a embaixada do Brasil em Washington-DC. A visita ocorreu na segunda-feira (15) e ela foi recebida pelo Embaixador João Mendes e Urbano Santos, presidente do CCB.

Numa entrevista à rádio local, a Nossa Rádio USA, ela considerou o filho de Jair Bolsonaro “uma das pessoas mais capacitadas do Brasil”, mesmo que ele não tenha cursado o Instituto Rio Branco; uma das escolas mais competitivas do país para quem deseja seguir a carreira diplomática. Damares rebateu as acusações de nepotismo e alegou que a lei prevê a possibilidade de um civil que não possua formação diplomática assumir a posição de embaixador. A Embaixada do Brasil nos EUA é a maior do país no exterior.

O Instituto Rio Branco (IRBr) é a escola diplomática do Brasil. Criado em 1945, em Brasília (DF), como parte da comemoração do centenário do nascimento de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, leva este nome em sua homenagem, que foi formulador da política externa brasileira no início do século 20 e também responsável pelas negociações fronteiriças do Brasil com seus vizinhos. Desde 1946, o instituto é responsável pela seleção e treinamento dos diplomatas de carreira do governo brasileiro, sendo que o ingresso ao instituto para tal fim é feito por meio de concurso público. É preciso ser brasileiro nato, estar em dia com as obrigações eleitorais e do serviço militar, não possuir antecedentes criminais e ser formado em qualquer curso superior reconhecido no Brasil pelo Ministério da Educação (MEC). Existe o “bolsa-prêmio” de vocação para diplomata.

Na quinta-feira (11), Bolsonaro anunciou à imprensa que poderia indicar Eduardo para liderar a maior e influente embaixada do Brasil no exterior. O comentário provocou críticas entre especialistas, ex-embaixadores de carreira e até mesmo aliados do governo atual. Nos EUA, a decisão do Presidente Donald Trump de ter enviado a filha, Ivanka Trump, que também não possui experiência em relações exteriores, para representar o país no encontro de líderes mundiais G-20, no Japão, também provocou críticas.

Ainda durante a entrevista à Nossa Rádio USA, Damares defendeu as credenciais de Eduardo dizendo que o filho do Presidente é um jovem “inteligente e culto”.

“Eduardo muito jovem passou no vestibular da UFRJ, que quem é do Rio sabe que é um dos vestibulares mais difíceis de passar. Fala três idiomas. Passou no concurso da Polícia Federal. Um jovem extremamente preparado. Um menino culto, um menino inteligente, um parlamentar extremamente bem avaliado e hoje na Comissão de Relações Exteriores. Não é uma pessoa que vai entrar nesse universo sem conhecer as relações exteriores, conhece”, disse a Ministra à Nossa Rádio USA.

Na quarta-feira (17), Damares viaja à Washington-DC para participar de uma conferência sobre liberdade religiosa, organizada pelo governo dos EUA.

 

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