Papa Francisco avalia fim do celibato para padres

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O Papa Francisco citou a importância de que os líderes da Igreja não sejam atolados pelo “status quo”

A falta de párocos na região amazônica, norte do Brasil, resultou na ideia da ordenação de homens casados e respeitados nas comunidades

No domingo (6), o Papa Francisco iniciou um encontro de três semanas com bispos, o qual deve incluir um debate contencioso sobre a ordenação de homens casados para aliviar a escassez de padres na região amazônica. O Pontífice não abordou diretamente o assunto controverso durante seu sermão na missa na Basílica de São Pedro, em Roma, mas falou da importância de que os líderes da Igreja não sejam atolados pelo “status quo”.

Aproximadamente, 85% das aldeias na Amazônia não podem celebrar a missa toda semana por causa da escassez de padres na região. Permitir que homens casados e respeitados nas comunidades sejam ordenados é uma solução possível e que será discutida nas próximas semanas na reunião, chamada oficialmente de “Sínodo”.

Os oponentes conservadores da ideia acreditam que ela poderia levar ao cancelamento dos requisitos de celibato em toda a Igreja Católica.

Os bispos do Sínodo também discutirão a difusão da fé católica na região amazônica, um papel maior para as mulheres e as mudanças climáticas, entre outros tópicos.

Os participantes do Sínodo votam em um documento final, mas o Papa tem a palavra determinante sobre as mudanças que a Igreja adotará.

Não há nada que indique que a Igreja Católica reveja a norma em curto prazo, mas o próprio Papa Francisco já afirmou em 2018: o celibato clerical, ou seja, o voto que obriga os padres a permanecerem castos, não é um dogma de fé e, sim, um regulamento da Igreja.

Dogmas são coisas que a Igreja considera “verdades absolutas”: pontos fundamentais e indiscutíveis de sua fé, que, portanto, não podem ser modificados. São dogmas, por exemplo, a ressureição de Cristo e a Santíssima Trindade.

“O celibato não é um dogma de fé; é uma regra de vida que eu aprecio muito e acredito que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, sempre temos a porta aberta. Neste momento, contudo, não temos em programa falar disso”, afirmou o Papa, em conversa com jornalistas, em setembro de 2018.

 

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