Patrulheiro que matou adolescente será julgado novamente

Foto17 Jose Antonio Elena Rodriguez Patrulheiro que matou adolescente será julgado novamente
José Antônio Elena Rodrigues caminhava pela Calle Internacional, do lado mexicano da fronteira, quando foi morto a tiros

José Antônio Elena Rodrigues, de 16 anos, foi morto a tiros no lado mexicano da fronteira dos EUA

Um agente da Patrulha da Fronteira (CBP) dos EUA será julgado novamente no caso considerado o primeiro envolvendo homicídio através da fronteira. O réu Lonnie Swartz havia sido previamente inocentado da acusação de assassinato em 2º grau com relação à morte, em 2012, de José Antônio Elena Rodriguez, de 16 anos, e os jurados não chegaram a um acordo em outras acusações.

Na sexta-feira (11), promotores públicos em Tucson (Ariz.) informaram que Swartz é acusado agora de homicídio voluntário e involuntário, disse Cosme Lopez, porta-voz do tribunal federal que lida com o caso. Luís Parra, advogado da família do adolescente, detalhou que estava com eles na sala de audiências quando a decisão reabrir o caso foi anunciada.

O adolescente, quem as autoridades alegam estava jogando pedras, foi morto numa rua próximo ao sul da fronteira dos EUA em Nogales, México. “Eu estou aliviado e aprecio muito os esforços”, da Procuradoria Pública dos EUA, disse o avô da vítima.

Ativistas pressionaram a favor de um novo julgamento do lado de fora do prédio da Corte Distrital antes da audiência. Lee Gelemt, advogado da American Civil Liberties Union em New York City e diretor do grupo Rights Project, disse que a decisão de reabrir o caso não deve afetar a ação civil.

Em abril, os jurados no primeiro julgamento declararam impasse depois de inocentar Swartz da acusação de assassinato e não chegaram a um acordo com relação à acusação de homicídio voluntário e involuntário. José Antônio foi morto quando o patrulheiro disparou 16 vezes através de uma cerca de 20 pés (6 metros) de altura num morro acima da Calle Internacional, uma rua de Nogales repleta de casas e estabelecimentos comerciais.

Os promotores públicos reconheceram durante o julgamento, que durou 1 mês, que o adolescente atirava pedras na direção do outro lado da fronteira durante uma tentativa de tráfico de drogas, entretanto, ele não merecia morrer. Os advogados de defesa alegaram que Swartz teve motivos em usar força letal contra atiradores de pedras e, portanto, atirou do lado americano da fronteira em legítima defesa.

Os arquivos do tribunal informam que a audiência, liderada pelo Juiz Raner Collins, está agendada para 23 de outubro e tende a durar 4 semanas.

 

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