Senadores republicanos são “alertados” de votar contra Trump

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Donald Trump é o 3º presidente na história dos Estados Unidos a ser posto em processo de impeachment

O Deputado Federal Adam Schiff mencionou no Senado a notícia que circula na mídia, provocando ultraje entre senadores republicanos

Na sexta-feira (24), os deputados federais democratas encerraram os argumentos a favor do impeachment do Presidente Donald Trump. A jornalista Nancy Cordes, do canal CBS News, que cobre Washington-DC, informou que um confidente de Trump teria dito aos senadores republicanos que “um voto contra o Presidente e a cabeça rolaria”. O Deputado Federal Adam Schiff, líder democrata do julgamento de impeachment, mencionou no Senado a notícia que circula na mídia em seu discurso de encerramento, provocando ultraje entre senadores republicanos.

O 3º julgamento de impeachment do Senado de um presidente na história dos EUA foi iniciado oficialmente na quinta-feira (16) com o juramento do juiz da Suprema Corte, John Roberts, bem como de todos os membros atuais do Senado. Na quinta-feira anterior (9), os 7 gerentes do impeachment da Câmara dos Deputados que processarão o caso contra o Presidente passaram os artigos da Câmara para o Senado. Tal protocolo dá início às funções cerimoniais do julgamento de impeachment no qual os senadores decidirão se Trump deve ser destituído do cargo.

O presidente da Câmara de Inteligência, Adam Schiff (D-CA), e principal gerente de impeachment, leram os artigos na Câmara logo após o meio-dia. Roberts jurou pouco depois das 2:00 pm. Depois que Roberts jurou frente aos senadores, cada membro da Câmara dos Deputados assinou o livro de juramentos no plenário do Senado.

O resultado do julgamento ainda não está definido, já que é necessário que 20 senadores republicanos votem contra Trump. Entretanto, isso não significa que o julgamento em si não terá reviravoltas e, potencialmente, algumas surpresas; enquanto o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, analisa pelas demandas de sua conferência no Senado, pela pressão dos democratas, caprichos de Trump e a conta dele no Twitter.

Já nesta semana, Lev Parnas, indiciado por Rudy Giuliani, alterou a conversa sobre o impeachment. Ele forneceu ao Comitê de Inteligência da Câmara uma evidência de sua atuação, com o apoio de Giuliani, para expulsar a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, Marie Yovanovitch, em 2019, e depois pressionar a Ucrânia a investigar a ex Vice-presidente Joe Biden e o filho dele Hunter Biden.

Além disso, o “Government Accountability Office”, um órgão apartidário e controlador do Congresso, disse na quinta-feira (16) que o governo Trump violou a lei quando reteve a ajuda de segurança da Ucrânia; a qual o Congresso já havia liberado.

Os democratas têm novas evidências no caso de impeachment, mas os republicanos querem ouvi-la? É provável que essa evidência seja incorporada ao caso democrata na Câmara contra o Presidente, que eles começarão a apresentar na próxima terça-feira (21), quando o julgamento começar. Os democratas afirmam que Trump reteve a verba para segurança e uma visita à Casa Branca pelo presidente da Ucrânia, enquanto pressionava por uma investigação sobre os Bidens.

Os gerentes de impeachment da Câmara começaram o processo lendo em voz alta os dois artigos de impeachment no plenário do Senado. Essa foi a segunda vez que eles levaram os artigos da Câmara ao Senado. Esses gerentes fizeram a mesma caminhada na quarta-feira (15) para notificar o Senado sobre os artigos, em um cerimonial que ocorre no julgamento de impeachment do presidente.

Na terça-feira (21), o Senado votou em uma resolução que estabeleceu as regras do julgamento e, então, os argumentos foram iniciados. O julgamento começou apenas nesta semana depois que a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, reteve o envio formal dos artigos durante 4 semanas, enquanto os democratas pressionavam os republicanos a concordar em convocar testemunhas e obter novos documentos para o julgamento.

Ainda na quinta-feira (16), Pelosi disse em sua coletiva de imprensa semanal que os republicanos do Senado “têm medo da verdade”, quando perguntada qual era a resposta dela aos republicanos do Senado, que dizem que não deveriam considerar novas evidências, como o material de Parnas, porque não ele estava incluído na investigação da Câmara.

“Eles (republicanos) não querem ver documentos, não querem ouvir testemunhas oculares”, disse Pelosi. “Eles querem ignorar qualquer coisa nova que surgir”.

McConnell rejeitou as demandas democratas, dizendo que a questão das testemunhas deve ser levantada depois que a Câmara e a equipe jurídica do Presidente fizerem seus argumentos iniciais. Os republicanos devem aprovar as regras para adiar a questão das testemunhas sem votos democratas.

Na quinta-feira (16), McConnell criticou Pelosi no Senado por distribuir canetas de lembrança enquanto assinava os artigos de impeachment no dia anterior.

“Nada diz seriedade e sobriedade como entregar lembranças, como se isso fosse uma assinatura de lei feliz, em vez do processo mais grave de nossa Constituição”, disse ele na ocasião.

A partir de sábado (25), alguns deputados federais republicanos terão 24 horas para realizar perante o Senado a defesa do Presidente Trump, antes da votação final de impeachment ou da possível convocação de mais testemunhas.

 

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