Turista é barrado em aeroporto dos EUA devido às redes sociais

Foto9 Redes Sociais Turista é barrado em aeroporto dos EUA devido às redes sociais
A natureza das mensagens postadas nas redes sociais pode proibir que um viajante entre nos EUA

O caso de Dakhil é similar ao do calouro da Universidade de Harvard, Ismail Ajjawi, que foi barrado no Boston Logan Internacional Airport, em Massachusetts

Um paquistanês, que usou o nome fictício de “Dakhil” para se identificar, relatou que obteve o visto B1/B2 para visitar familiares nos EUA. Poucos meses depois ele chegou cansado da longa viagem ao George Bush International Airport em Houston (TX), mas entusiasmado para ver o primeiro pela primeira vez depois de muitos anos. Entretanto, não demorou muito para ele perceber que algo estava errado.

Enquanto esperava na fila da imigração, um agente da Patrulha da Fronteira (CBP) aproximou-se de Dakhil e perguntou-lhe por que viajava aos EUA. Ele respondeu que estava de férias e visitaria a família. Já no guichê, outro agente fez-lhe a mesma série de perguntas. Insatisfeito com as respostas, o segurança legou o turista para uma sala isolada.

“Ele perguntou-me tudo”, relatou o turista. O agente perguntou sobre o trabalho dele, o histórico de viagem e quanto tempo planejava permanecer nos EUA. Ele disse ao agente que planejava ficar três meses com o plano de viajar ao Disney World, na Flórida, e depois a New York City com a esposa e a filha recém-nascida, que ainda estavam esperando pelos vistos.

“Então, o agente pegou o meu telefone e mostrou-me uma imagem”, relatou o turista. Era a fotografia de 2009 de uma criança, que havia sido assassinada e mutilada. Apesar da natureza gráfica da imagem, ela era compartilhada livremente na internet e encontrada fácil utilizando o nome do assassino da vítima. “Eu estava chocado. O que eu deveria dizer?. Essa imagem é perturbadora, mas você não pode controlar as mensagens compartilhadas”, explicou.

Dakhil disse ao agente que tal imagem havia sido enviada a ele num grupo do WhatsApp. É difícil saber de onde uma imagem vem do WhatsApp porque ela é automaticamente baixada no aparelho telefônico do usuário. A imagem foi usada para alertar os pais sobre o sequestro e roubo de crianças. Ele a descreveu como uma dessas mensagens virais que você compartilha com amigos e familiares sobre o perigo envolvendo crianças. O agente pediu mais detalhes sobre quem enviou a mensagem. Dakhil respondeu que tratava-se de uma pessoa que ele conheceu durante sua peregrinação à Meca, em 2011.

“Nós nos conhecemos muito pouco”, disse ele, acrescentando que mantinham contato, mas muito pouco através do WhatsApp.

Após 15 horas de interrogatório e espera, os agentes decidiram que Dakhil não poderia entrar nos EUA e teve o visto de 5 anos cancelado. Além disso, ele foi informado que os vistos da esposa dele e da filha recém-nascida também seriam cancelados.

O CBP informou que possui o direito de cancelar vistos se um viajante for considerado inadmissível nos EUA. É pouco provável que Dakhil possa retornar aos Estados Unidos, mas disse ter esperanças pelo estudante de Harvard que passou por situação parecida.

“Vamos esperar que ele possa lutar e consiga”, concluiu.

 

Related posts

Comentários

Send this to a friend