Venda de cigarros poderá ser proibida em farmácias e supermercados de NJ

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A administração Trump está avaliando a proibição da venda de e-cigarros (eletrônicos) devido aos recentes casos fatais nos EUA

New Jersey poderá em breve impedir que farmácias, assim como supermercados e outros varejistas com farmácias em suas dependências, vendam produtos derivados do tabaco. A CVS Health parou voluntariamente de vender cigarros em suas lojas em todos os EUA há cinco anos e a Target parou de vendê-los nos anos 90. O projeto de lei nº S992 está sendo avaliado na Assembleia Legislativa do Estado o qual impõe a proibição a todas as farmácias que operam no estado.

Corinne Orlando, da American Heart Association, disse na terça-feira (10) a um comitê estadual do Senado que, dadas a presença das farmácias nesses tipos de estabelecimentos, é contraditório vender derivados de tabaco no mesmo local. Entretanto, o projeto propõe ir ainda mais longe, proibindo empresas como supermercados e grandes redes de farmácias de oferecer produtos de tabaco, incluindo dispositivos eletrônicos para fumar.

O Senador estadual Joe Vitale (D-Middlesex), que patrocinou o projeto, disse que a lei não deve tratar uma farmácia autônoma que também vende “elásticos, meia-calça e baterias” de uma maneira e supermercados de maneira diferente porque “sua primeira venda é pão e leite e carne de hambúrguer, mas você ainda tem uma farmácia”.

“Portanto, seja uma farmácia grande vendendo cigarros ou uma loja grande tomando a decisão comercial de colocar uma farmácia em suas instalações, essa foi uma decisão que eles tomaram. Eles queriam ter as duas coisas”, acrescentou Vitale.

O Departamento de Saúde, Serviços Humanos & Idosos do Senado Estadual aprovou o projeto na terça-feira (10) à tarde.

Jonathan Resnick, da Resnick Distributors, com sede em New Brunswick (NJ), que abastece as lojas Shoprite da Wakefern Food Corporation, disse que essa proibição está escolhendo vencedores e perdedores no mercado e ameaça seus negócios enquanto faz pouco para reduzir o consumo de tabaco. Já Mary Ellen Peppard, do Conselho de Alimentos de New Jersey, alertou que aumentaria as vendas para outros estados.

O projeto esclarece que as farmácias e empresas que possuem a licença para distribuir maconha medicinal ainda poderão fazê-lo.

“Se uma farmácia como uma CVS ou Walgreens recebe a licença para vender maconha medicinal, isso é bem diferente da venda de cigarros e tabaco e os efeitos que o tabaco tem no corpo”, disse Vitale em defesa do projeto. “Todos conhecemos centenas, se não mais, produtos químicos presentes nos derivados de tabaco que são prejudiciais ao corpo e mortais por esse motivo. A maconha medicinal é um medicamento”, concluiu.

Legenda:

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