Barão de Itararé

Aparício Torelly, mais conhecido como Barão de Itararé, cursava medicina. Certo dia, o professor se dirigiu a ele e perguntou: “Quantos rins nós temos?”. Respondeu “quatro” e ouviu uma gargalhada do arrogante professor, que não satisfeito ainda ordenou a seu assistente: “Me traz um punhado de capim, pois temos um asno na sala”. Aparício aproveitou a deixa e pediu: “E para mim, um cafezinho!”.

Foi expulso de sala, mas na saída ainda teve a audácia de corrigir o professor: “O senhor me perguntou quantos rins nós temos. ‘Nós’ temos quatro: dois meus e dois seus. ‘Nós’ é a 1a pessoa do plural. Tenha um bom apetite, seu capim está chegando”.

O Barão foi figura única da cultura brasileira. Com sua inteligência sagaz e seu falso título de nobreza, foi jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político, através de seu jornal A Manha.

A seguir, algumas das Máximas e Mínimas do Barão de Itararé:

• De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

• Quando pobre come frango, um dos dois está doente.

• Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.

• Quem empresta, adeus…

• Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

• Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.

• O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente, se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.

• Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.

• Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.

• O advogado é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.

• Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.

• A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.

• A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

• Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo.

• Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.

• O fígado faz muito mal à bebida.

• O mundo é redondo, mas está ficando chato.

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